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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fases de crescimento - Pico de Desenvolvimento

O desenvolvimento e o crescimento do bebê no primeiro ano e além podem provocar alterações no seu sono. Veja como saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação podem interferir no sono.
O primeiro ano da criança é uma fase de mudanças extraordinárias para toda a família. Esse período é excitante e desafiador, quando bebês aprendem a comunicar suas necessidades e pais aprendem como atendê-las.
Você pode pensar que o desenvolvimento do seu bebê (como aprender a rolar, engatinhar e andar) e seu crescimento não tem nada a ver com o sono, mas a verdade é que caminham juntos! Abaixo uma descrição dos fenômenos chamados saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação.
Percebemos que tem dois dias que Bê está passando pelo pico das 12 semanas. Não larga o peito, mama com uma frequência muito maior que de costume, o sono desregulou, ontem ele dormiu quase cinco  horas seguidas durante o dia e ele já demonstra novas habilidades. 
É mais fácil lidar com esses picos quando entendemos como funciona, vamos lá:

Saltos de desenvolvimento
Saltos de desenvolvimento são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.
Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.
No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.
Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.
A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência. (1-2).
Essas aquisições ocorrem em vários aspectos: desenvolvimento motor (aprender a usar grupos de músculos para sentar, andar, correr, ter equilíbrio corporal, mudar de posições e outros), desenvolvimento do controle motor fino (usar as mãos para comer, desenhar, se vestir, tocar um instrumento, escrever, e tantas outras coisas), linguagem (desenvolvimento da fala, uso de linguagem corporal e gestos, comunicação e entendimento do que outros dizem), desenvolvimento cognitivo [nos dois primeiros anos de acordo com Piaget ocorre o desenvolvimento sensório-motor, que inclui habilidades de pensamento como aprendizado, entendimentos, resolução de problemas, raciocínio e memória (3)] e desenvolvimento social(interagir e se relacionar com familiares, amigos e professores, mostrar cooperação e empatia).
Certa variação entre crianças é esperada, mas uma cronologia observada experimentalmente dos períodos de saltos de desenvolvimento é a seguinte:
- 5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.
- 8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).
- 12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.
- 19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.
Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.
- 26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.
- 30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.
- 37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala "mamá" e"papá" sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.
- 46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala "mamá" e "papá" para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o "não" e instruções simples.
- 55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar - um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que "mama" e "papa". Rabisca com giz.
- 64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.
- 75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.
Picos de crescimento

Picos de crescimento são fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos os bebês começam a solicitar mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais acelerado. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite.
É muito importante respeitar a demanda aumentada de mamadas, pois somente com a livre demanda é que a produção de leite materno se ajusta perfeitamente às necessidades do bebê.
Nesses períodos a mãe pode interpretar incorretamente a maior demanda de mamadas do bebê - ela pode achar que seu leite não está sendo suficiente, ou que está ‘fraco’ e pensar que a solução para a situação é oferecer complemento de leite artificial. Porém, é um erro oferecer mamadeiras com leite artificial nesses períodos, pois isso prejudica o equilíbrio perfeito da natureza de produzir o leite conforme a demanda de mamadas. Em outras palavras, ao dar leite artificial perde-se um estímulo poderoso no peito, o organismo assim entende que não precisa daquela mamada, e passa a produzir menos e não mais como é necessário!
Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuando acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.
Dra. Jeny Thomas, médica e consultora de amamentação, afiliada a Associação Americana de Pediatria e a Academia de Medicina da Amamentação reflete sobre acreditar na capacidade de amamentar o bebê:
"A maioria das mulheres não acredita que seu corpo que gerou esse lindo bebê seja capaz de amamentar o mesmo bebê. As pesquisas mostram que uso de complemento e desmame precoces estão aumentando. Por que não acreditamos no nosso corpo no pós-parto? Não sei. Mas ouço todos os dias que a mãe está complementando porque "meu leite não o satisfaz, não é suficiente." Claro que é. Bebês precisam mamar o tempo todo- e precisam estar contigo o tempo todo. Essa é sua satisfação máxima.
Um bebê mamando no peito de sua mãe está obtendo componentes para desenvolvimento de seu sistema imune, ativando seu timo, se aquecendo, se sentindo quentinho e confortável, seguro de predadores, tendo padrões de sono normais e ativando seu cérebro (ah, e inclusive) adquirindo alimento para esses processos. Eles não estão somente "famintos" – eles estão obedecendo seus instintos de sobrevivência." (4)
Ansiedade de separação
A partir de 6 a 8 meses, em média, o bebê começar a perceber que é um indivíduo separado da mãe. Essa descoberta lhe traz angústia e pânico, então ele tende a solicitar muita atenção da mãe e pode chorar mais que o usual. Essa fase se completa num longo processo que continua a se manifestar de uma forma ou outra até os dois a três anos, ou até os cinco anos, de acordo com outros especialistas.
É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. O bebê não está “chatinho”, “grudento” nem “manhoso”. Como a mãe é o seu mundo e representa sua segurança, e como a noção de permanência (ou seja, tudo que está longe do campo de visão) não está completamente estabelecida, essa angústia é muito acentuada. A maioria das conexões nervosas no cérebro são feitas na infância e a maneira com que lidamos com as emoções do bebê tem um efeito profundo em como essas conexões se refletirão na capacidade do bebê lidar com suas próprias emoções quando for adulto. Em outras palavras, experiências na primeira infância e interação com o ambiente são as partes mais críticas no desenvolvimento do cérebro da criança. (5)
O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior, está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução humana era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe. Se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver.
Então, quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho, e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, infelizmente, é isso o que fazem muitos pais, por não conseguirem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.
O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema de angústia de separação.
É importante entender que o período "crítico" de desenvolvimento emocional e social ocorre nos primeiros 18 meses da criança. A parte do cérebro que regula as emoções, a amídala, é formada cedo de acordo com as experiências que o cérebro recebe. O desenvolvimento de um vínculo emocional, empatia e confiança, e todos os aspectos da inteligência emocional fornecem o fundamento para desenvolvimento de outros aspectos emocionais conforme a criança cresce. Então, nutrir emocionalmente e responsivamente o bebê é importante para que a criança aprenda empatia, felicidade, otimismo e resiliência na vida.
O desenvolvimento social, que envolve auto-consciência e capacidade da criança de interagir com outros, também ocorre em etapas. Por exemplo, compartilhar brinquedos é algo que um cérebro de uma criança de 2 anos não está completamente desenvolvido para fazer bem! Então não se zangue com seu filho menor de 2 anos que não quer dividir os brinquedos. Esta capacidade social é mais comum e positiva em crianças maiores de 3 anos.(6)
Então, se se a mãe tiver que se afastar do filho pequeno para trabalhar ou por outro motivo, muito carinho, conversa, paciência e coerência nas atitudes são necessários para que ele continue tendo confiança nela e supere esse período de crise. É também muito importante certificar-se que o bebê criou um vínculo afetivo com o outro cuidador. (7)
Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo Hipotálamo-Hipófise- Adrenal do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta é muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. (8)
Algumas pessoas justificam sua decisão de deixar o bebê desconsolado como uma forma de “inoculação de estresse”, o que significa apresentar ao bebê situações moderadamente estressantes para que aprenda a lidar com a tensão. Aqueles que afirmam que os bebês que choram por um prolongado período de tempo só sofre um estresse moderado estão enganando a si mesmos, pois livrar-se do bebê ou não consolá-lo (durante o dia ou a noite, quando choram ou pedem mais mamadas ou colo do que o usual) pode resultar em efeitos adversos permanentes no cérebro da criança. Ela pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro, podendo resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. (9).
Algumas idéias práticas para reduzir a Angústia de Separação no seu bebê estão no artigo prévio sobre retorno ao trabalho e sono do bebê (link: http://guiadobebe.uol.com.br/retorno-ao-trabalho-e-o-sono-do-bebe-como-fica/), como praticar separações rápidas e diárias, evitar a transferência de colo para colo e entender a ansiedade de separação como um sinal positivo.
Além disso, nessa fase, procure passar todo tempo possível com seu bebê, principalmente se trabalha fora. Separe os momentos logo após o reencontro do dia de trabalho para ter dedicação exclusiva a ele. Sente confortavelmente, faça contato olho no olho, amamente, interaja com seu bebê. Você pode estar cansada e estressada depois da longa jornada de trabalho, mas se conseguir um pouco de energia para receber seu bebê com alegria, você também se sentirá melhor após alguns minutos de uma reconexão significativa. Somente depois pense no jantar, no banho e outros afazeres. Considere promover proximidade na hora de dormir se suspeita que o bebê tem acordado mais a noite por estar passando por um pico de ansiedade de separação.
Outras mudanças
Alguns acontecimentos, como o nascimento de um irmãozinho/a, introdução de alimentos novos (veja dicas de alimentação que promove o sono no artigo -link: http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/), o retorno da mãe ao trabalho e entrada em creche (veja o artigo prévio sobre esse tema - link: http://guiadobebe.uol.com.br/retorno-ao-trabalho-e-o-sono-do-bebe-como-fica/), viagens, doenças, separação dos pais, atritos com coleguinhas, ausência de um ente querido e outros podem interferir no sono da criança. Tenha muita paciência e ofereça-lhe sempre segurança, assim, gradualmente, a rotina pode ser restabelecida.
Resumindo
Saltos de desenvolvimento e picos de crescimento são eventos diferentes e sua cronologia não se sobrepõe perfeitamente, embora possam ocorrer concomitantemente.
Picos de crescimento tem a ver com alimentação (o bebê quer comer mais, inclusive a noite!) e os saltos tem a ver com desenvolvimento (o bebê pode querer comer e dormir menos).
A angústia de separação é uma fase muito crítica, talvez a mais crítica no desenvolvimento do ser humano. A partir do momento que bebês tomam ciência do mundo ao seu redor eles começam a formar relações importantes com as pessoas em suas vidas, aprendem rapidamente que certas pessoas são vitais para sua felicidade e sobrevivência, e sofrem angústias quando essas pessoas aparecerem e desaparecerem. Isso tem influência direto no seu sono, principalmente se a mãe retorna ao trabalho ou promove um desmame (ou outro tipo de separação) quando o bebê está passando pela ansiedade de separação.
Todos os fenômenos são importantes e podem alterar o sono do bebê. Mas é confortante saber que carinho, apoio, amor, colo, empatia e amamentação em livre demanda, independente da fase que se encontra, é o que o bebê precisa.
UM PLÁ SOBRE PICOS DE CRESCIMENTO
Afinal, o que significa "Growth Spurt"?
Poderíamos traduzir (não literalmente) como PICO DE CRESCIMENTO.
Bebê mamando
É um fenômeno que ocorre nos bebês e, no qual, estes solicitam mais mamadas do que de costume. Estas necessidades geralmente duram de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas.
A mãe costuma sentir como se não desse conta de produzir leite em quantidade suficiente para o Bebê.
Períodos comuns destes "picos de crescimento" ocorrem por volta dos:
7 - 10 dias;
2 - 3 semanas;
4 - 6 semanas;
3 meses;
4 meses;
6 meses;
9 meses (em torno)
Os picos de crescimento não param no primeiro ano. Podem ocorrer no decorrer do crescimento da criança, incluindo, por exemplo, a adolescência.
Quanto mais o bebê mamar = mais leite produzirá no seio.
Estimule ambos os lados, esvaziando um lado para que depois passe pro outro seio.
Confie em sua produção. Seios murchos não significam menos leite.
Boa parte do leite é produzido na hora da mamada.
É normal, durante o pico de crescimento, que o bebê mame HORAS seguidas.
UM PLÁ SOBRE SALTO DE DESENVOLVIMENTO
Bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, e sim irregular.
Bebê pedindo colo
No período que imediatamente antecede um salto de desenvolvimento o bebê repentinamente pode se sentir disperso à mudanças nos sistemas perceptivo e cognitivo que não foram adaptadas ainda no organismo.
Então na tentativa de readaptação, o bebê volta à base, ou seja, à mãe, o que reflete-se em períodos de maior carência afetiva, pedem mais colo, e com frequência afetam o sono e apetite.
Depois de algumas semanas essa fase difícil é superada, e o bebê demonstra ter habilidades novas.
Uma Cronologia aproximada dos períodos de crise é:
- 5 semanas / 1 mês
- 8 semanas / quase 2 meses
- 12 semanas / quase 3 meses
- 19 semanas / 4 meses e meio
- 26 semanas / 6 meses
- 30 semanas / 7 meses
- 37 semanas / 8 meses e meio
- 46 semanas / quase 11 meses
- 55 semanas / quase 13 meses
- 64 semanas / quase 15 meses
- 75 semanas / 17 meses
Nesse período, é esperado que o bebê:
- Procure ficar mais perto da MÃE, ou seja sua base de tudo, pois é o que ele conhece melhor;
- Fique mais carente, precisando de colo, segurança e orientação maternal de perto;
- Coma mal e durma pior;
- Pode pedir para mamar com mais frequência;
- Comece a fazer coisas que não fazia antes da crise tal como rir, sentar, engatinhar, interagir...
- Demonstre felicidade com o final da crise e superação do desenvolvimento adquirido.
Essa fase difícil passa, e tudo volta a normalidade, na mesma naturalidade que iniciou.
Então, durante as crises, é só ter um pouco de paciência, carinho, cumplicidade... que logo logo passa...


Nathalie

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E com Bernardo nasceu a "maternagem"!

Eu já esperava que o nascimento de meu filho mudaria minha vida, mas não como mudou. Me sinto muito diferente, muito mais leve. Passei a perceber o tamanho da nossa responsabilidade (minha e do pai) de criar uma criança pensando e atendendo as necessidades dela, e não apenas as minhas. É preciso apego, entrega e se ouvir ao instinto, ele conduz até a melhor maneira de criar! 
Dentro dessa nova percepção sobre maternidade muita teoria foi desfeita dentro da minha cabeça, todos os conceitos de Nana Nenéns e Encantadoras de Bebês que faziam tanto sentido passaram a ser anti-naturais e até mesmo bizarros. Me senti meio idiota por muitas decisões, gastos, convicções e julgamentos que fazia. O bacana é ter percebido isso tudo bem cedinho, a tempo de oferecer o meu melhor a Bernardo.

Descobri a maternagem e um jeito meu, instintivo de criar meu filho. Sempre respeitando suas necessidades e sentimentos, sempre respeitando meu corpo e a solidez das relações que esperamos no futuro. A criação pelo apego (Attachment Parenting) passou a ser o meu refúgio, isso sim faz sentido pra nossa família, para o que esperamos para o nosso lar.
Apesar de não existir regras ou cartilhas para criação pelo apego, existe um conceito e certos princípios, baseados em evidências científicas, que comprovam a eficácia e sucesso de sua aplicação.


Para entender:


O Attachment Parenting é sobre criar relações fortes e saudáveis entre pais e filhos. Isso nos desafia, como pais a tratar nossos filhos com gentileza, respeito, dignidade e a modelar nossas interações com eles como gostaríamos de interagir com os outros.
É um retorno aos nossos instintos. São práticas, ferramentas para suprir a necessidade da criança em confiança, empatia e afeto, que vão fornecer à criança um fundamento para uma vida de relações saudáveis.
Estudos apontam que bebês nascem com necessidades fortes de proximidade física com seu cuidador durante os primeiros anos de vida. Essas necessidades são resumidas em: proximidade, proteção e previsibilidade. Os bebês choram, reclamam, sugam -são suas formas de ter a mãe por perto. Ao crescer se sentindo segura em sua relação com a mãe, o bebê se sente confiante para explorar e desenvolver relações fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em suas vidas. Cada família é única, com necessidades e recursos próprios.
Os oito princípios são ferramentas que cada pai e mãe devem usar como for melhor para o equilíbrio familiar. Você não precisa utilizar todas as ferramentas de uma vez.
 Os oito princípios
1- Preparar-se para gravidez, parto e paternidade.
Tornar-se física e emocionalmente preparada para gestação e o parto. Procure conhecer a  assistência e ambiente do parto, conheça as rotinas hospitalares com os bebês.
A maneira como se inicia a relação ajuda a formação do vínculo. Os primeiros dias e semanas são muito importantes, mas não é um “agora ou nunca”.
Conhecer os estágios do desenvolvimento infantil, para tornar as expectativas reais e ser flexível.
Nascer com respeito é um primeiro momento, é a recepção que estamos dando a esse ser que vem ao mundo.
*Na nossa realidade isso surgiu a partir da escolha pelo parto natural, na nossa opinião a maneira mais respeitosa de receber nosso filho.
2-Alimentar com amor e respeito
A amamentação é nutricional e emocionalmente perfeita. Uma forma certeira de formar o vínculo seguro entre mãe e bebê. É um exercício de leitura do bebê. Ajuda a ler as pistas, a linguagem corporal é o primeiro passo para conhecê-lo. A amamentação cria a química perfeita. Quando não acontece, é importante adotar formas de nutrir que permitam a relação física e emocional.
*Leite materno em livre demanda por no mínimo 6 meses e preferencialmente até quando ele queira. O bebê precisa ser atendido quanto à necessidade do seio não apenas por fome, mas para ajustar as suas necessidades nutricionais e habilidade de sucção, mas também pela segurança, proteção e contato com a mãe. Aqui em casa, é peito a qualquer hora que ele queira, sem limite de horários, intervalos ou contagem de tempo.
3-Responder com sensibilidade
Construa o fundamento de confiança e empatia já no começo. Sintonize-se no que seu bebê está comunicando a você. Responda consistente e apropriadamente. Bebês não sabem se acalmar sozinhos, atente-se ao seu choro. A resposta sensível constrói a confiança. Os pais constroem gradualmente a confiança em sua capacidade de responder às necessidades do bebê corretamente. Bebês não choram para manipular, eles não têm esse raciocino ainda, o choro é sua maneira de comunicar. Cuidado com os conselhos do tipo: deixar chorar, não acostumar mal, não mimar e etc.

Confie em sua intuição, pouco a pouco ela aflora.

Os bebês precisam de pais calmos, carinhosos e empáticos para ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Responda à uma criança que está magoada ou expressando uma emoção forte. Compartilhe de suas alegrias sempre.
*Nunca deixamos Bê chorar sem investigar o que ele precisa. O choro é a sua única ferramenta de comunicação. Como não atender? Como negligenciar? Ao ser atendido ele se sente seguro e pleno, aqui continuará assim, sempre.
4- Use o toque:

O toque fornece ao bebê contato físico, afeto, segurança, estímulo e movimento.
*Massagens, carinhos e muito estímulo físico, afeto e colo, muito colo!
Use Babywearing (carregadores de bebês) do tipo sling, wrap e companhia.
*Usamos o wrap sling todos os dias, sem exceção  O Bê fica quentinho, protegido, em posição que o lembra quando ele estava no útero, pertinho da mamãe e com acesso livre ao seio. Ítem mais importante de todo o enxoval.
Massagem
A forma como toca e carrega o bebê é essencial para seu desenvolvimento. Não deixá-lo no estado de pacote, para não se fechar sobre si mesmo, permitir que ele tenha confiança em si através da sua própria corporalidade. Por que o toque é tão importante?
Existem muitos tipos de memórias, as que você pode trazer à consciência são lembranças, mas existem aquelas que deixam traços em nós mas que não vem à tona, não tomamos consciência, mas que estão lá e em alguns momentos da vida aparecem como armadilhas emocionais. No inicio da vida não temos a linguagem, então os traços de memória são corporais, a emoção fica impregnada na nossa corporalidade.
5- Cuidando durante a noite
Não existe um fórmula , pois cada bebê é único e sua família também é única. Descubra uma forma em que todos dormem bem e esta será a mais adequada à sua família.
Bebês e crianças têm necessidades durante a noite assim como durante o dia. Eles dependem dos pais para acalmá-los e ajudá-los a se regular. Os treinamentos noturnos têm um efeito físico e psíquico, então muito cuidado com os métodos do tipo Nana Neném.
A cama compartilhada tem seus benefícios para os bebês que demonstram dificuldade à noite, alguns tem angústias noturnas, e o contato físico, a proximidade minimizam isso. Além disso, tende a facilitar o aleitamento em livre demanda. A cama compartilhada pode inclusive reconectar os pais que trabalham fora a seu bebê. O bebê vai adquirindo seus recursos para se tornar independente através da confiança que tem em seus pais.

*Nos primeiros dias em casa tentamos que o Bê dormisse no berço de apoio ao lado da nossa cama, mas após todas as mamadas ele despertava e não conseguia mais dormir. Isso tornava nossa noite exaustiva, dia após dia. Até que o instinto e a necessidade de dormir falaram mais alto e o coloquei ao meu lado na minha cama, o amamentei deitada e assim adormecemos juntos e a noite foi deliciosamente revigorante. De lá pra cá não encontramos nada que justificasse separá-lo de nós enquanto ele precisa, se sente seguro, alimentado e feliz.
Óbvio que são necessarias algumas medidas de segurança, farei adiante um post falando detalhadamente sobre o conceito e nossa experiência com a cama compartilhada.

6- Cuidado consistente e afetuoso

A idéia é prevenir separações longas que tragam ansiedade e estresse às crianças pequenas. Também quando for necessário que os pais se separem dos filhos por conta de trabalho, observar e responder com cuidado aos sinais que a criança dá que de que a separação é difícil e causa angústia. Creches por mais de 20 horas por semana podem causar extremo estresse emocional, melhor a opção de um “cuidador” em casa. As crianças para se desenvolverem devem ter momentos de privacidade, e intimidade, e as escolinhas não tem esse espaço. O desenvolvimento social que o bebê demonstra ter ao iniciar-se na creche pode ser em detrimento de sua segurança afetiva. Por isso dê ouvido aos choros de seu bebês. Mais uma vez cada um é único é você só vai saber se está tudo bem com ele se tornando um expert do seu bebê.

7-Praticar educação positiva

Tratar nossos filhos como gostamos de ser tratados!  Extremamente difícil!
Disciplina positiva tem como filosofia levar a criança a desenvolver uma consciência guiada por suas própria disciplina interna e compaixão pelo outro. Não é deixar fazer o que ela quer. Crianças precisam que mostremos o caminho. A punição enfraquece em parte a conexão entre os pais. Traz os sentimentos de vergonha, injustiça, humilhação. Bater ensina que a violência é a forma de resolver conflitos e problemas.

Analisar sua própria infância e educação recebida é o primeiro passo para mudanças de atitudes com nossos filhos.
8- Equilíbrio
O equilíbrio de todos os membros da família é importante, dar ouvidos às suas necessidade permite que a intuição e conexão entre todos aflore. As necessidades do bebê são grandes e podem ser desgastantes, se necessário peça ajuda a alguém, para que você possa descansar.

Fonte:
http://www.maternidadeconsciente.com.br/ e complementado (fonte em itálico) com nossa experiência aqui em casa.

Beijo materno,

Nathalie

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bernardo nasceu!!

Trinta minutos depois da última postagem no blog minha bolsa rompeu! Parece que leu que o papai e a mamãe estavam ansiosos pela sua chegada! rs
Ele nasceu às 06:59, do dia 20/03, com 4,405Kg e 53cm. Lindo, depois de um trabalho de parto rápido e bem conduzido! Em breve vou postar aqui o relato do meu parto, foi o momento mais incrível da minha vida! De lá pra cá cada dia é uma novidade. Estamos muito felizes mesmo. Bernardo é um bebê calmo e muito lindo. 
Estou com o tempo mais curtinho pois estou me dedicando 100% a ele, mas assim que der venho falar mais do que está sendo a experiência com a maternidade. Descobri meu instinto, descobri um amor absurdo, descobri o que faltava pra completar minha vida.

Segue foto do meu gorduchinho lindo:



Mamãe ama demais!!!!

Nathalie

terça-feira, 19 de março de 2013

Despedindo do barrigão! Tá chegando a hora!

Estamos definitivamente na reta final da gestação do nosso príncipe. Estou com 39 semanas e 4 dias só aguardando o trabalho de parto chegar. Como disse algumas vezes aqui, quero muito ter parto normal e só abro mão caso haja algum risco pra mim e pro nosso pequeno, o que não é o caso até agora!

Eu poderia estar agoniada, ansiosa, e super nervosa mas não. Optei por condicionar a minha cabeça apenas pra curtir os últimos dias da minha gravidez ao máximo, sei que sentirei saudades dessa fase e prefiro aproveitá-la ao máximo! Sentir meu filhote aqui dentro, descansar bastante, dormirrrr, me preparar para o parto (estou um pouco tensa com isso), organizar as rotinas e as coisas em casa, rearrumar o quartinho dele pela milésima vez! rs 

Ontem me deu uma  vontade de tirar uma fotos do meu barrigão e pedi a ajuda do marido, quero lembrar de exatamente como ela é, do que eu senti, de como a estou achando linda apesar de enorme!!! 


Chega meu filho, que papai e mamãe estão de braços abertos esperando a sua chegada!!!

Nathalie

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mala maternidade - Facilitando a organização...

Ao arrumar a malinha da maternidade com as roupinhas de Bernardo, fiquei pensando em maneiras de facilitar a minha vida e de um marido que provavelmente estará atrapalhado e nervoso com o nascimento do primeiro filho. Mês passado vi o marido de uma amiga completamente perdido em onde estava a manta azul que a esposa queria que o filho vestisse no primeiro dia, já que ela estava ainda meio zonza sob efeito da anestesia e não tinha como ajudá-lo. Rimos demais pois o neném ficou todo descombinado pois ele não achou e nem sabia direito a diferença entre manta, cueiro ou fralda! kkk

Apesar de saber que o que menos importa nesse momento é a combinação que o bebê estará usando, mamães organizadas como eu gostam de fazer com que a logística do momento seja a mais simplificada possível para todos os envolvidos.
A maternidade que Bernardo vai nascer (Hospital Aliança) tem uma lista enorme de itens que temos que levar e morro de pena do meu marido tendo que dar conta do cueiro, toalha de capuz ou lençol de berço pra enfermeira!! 
Separei todos os itens, montei conjuntos e embalei em envelopes plásticos presos com lacinhos e etiquetei. Meu marido amou! Fizemos uma sabatina e ele já está craque em onde está tudo.

Pra simplificar, seguem as fotos:

Comprei as etiquetas adesivas na Papel e Cia, de tamanho 32mmx90mm, paguei R$4,00 por 96 unidades, achei bom, vou poder usar na organização de outros itens aqui em casa também.



Tentei ser o mais específica possível na descrição do conteúdo de cada envelope, vai facilitar pra ele ou qualquer outra pessoa que precise encontrar as coisas na mala. Também quero que meu filho fique combinadinho! Nas trocas de roupas, coloquei os conjuntos completos por envelopes, já com os sapatinhos, luvas, meias e mantas combinando.




Fui arrumando por tipo de item e deixei tudo na cama pra mostrar ao marido, pra ele se familiarizar e depois já guardei na ordem de uso na mala. Esses envelopes plásticos são bem fofinhos, eles tem um filó por fora e uns lacinhos pra amarrar, além de facilitar, mantém a higiene de cada peça. Comprei cada um por R$10,00 na Bebê Feliz da Avenida Sete de Setembro.




Os outros itens de enxoval, exemplifiquei para que cada um servia, e dei descrição minuciosa sobre cores e bordados. Separei os conjuntinhos por grupo e ficou bem fácil de entender. Haja coisa não é?  Até questionei se usaríamos tudo isso em dois a três dias de internação, que provavelmente é o que ficaremos e outras mamães que já tiveram lá me confirmaram que usa sim! Então tá!




Pra finalizar os itens de higiene eu separei uma maletinha, embalei com sacos plásticos pra evitar vasamento. Agora estou tranquila que vai dar pra encontrar tudo sem problema na mala do meu filhote.


E que venha o grande dia!!


Nathalie

segunda-feira, 11 de março de 2013

De volta ao blog!

Mergulhei de tal forma nos preparativos finais da chegada de Bernardo que deixei o blog assim, abandonado. Estava com saudades de postar e sei que vários detalhes importantes deixaram de ser registrados, mas vou tentar relembrar tudinho e postar aqui, agora que não tenho mais pendências e minha vida está sendo esperar o trabalho de parto chegar! 
Estou com 38 semanas e 3 dias, Bernardo deve chegar até dia 20/03 (40 semanas), a minha ansiedade está até controlada, minha maior agonia é a pressão de entrar em trabalho de parto logo para que não seja necessária uma cesárea, coisa que tentarei evitar até o fim. Esperaremos até as 40 semanas, se ele não chegar, teremos que marcar (imposição médica), por mim, eu esperaria até as 42... Tenho fé que ele chegue  naturalmente e já tive alguns sonhos que confirmam tal suposição! (Acredito demais em meus sonhos e na força dos meus pensamentos).

O quarto está totalmente pronto (farei um post em breve pra mostrar por aqui), as roupinhas estão lavadas, passadas e guardadinhas, a mala da maternidade está arrumada, tanto a dele, quanto a minha. A casa está organizada, minha nova secretária já começou e graças a Deus a adorei! Estamos criando uma rotina, e tenho certeza que dará tudo certo.

Nas últimas semanas dei uma surtada. Queria arrumar tudo, comprar tudo, fazer tudo, acho que é a síndrome de preparação do ninho, meu marido até leu e me pontuou sobre isso. Decorar a casa, finalizar pendências, me cansei e gastei demais desnecessariamente, culpa da ansiedade! Agora o foco é outro. Estou descansando, lendo, vendo vídeos de lindos partos naturais e aguardando. Isso sim é o que preciso agora! De pendência agora só a depilação, que já já estou saindo pra fazer e também colocar as unhas em dia. Isso já faço de rotina toda semana.

Quanto a mim estou bem feliz e realizada com a chegada do meu amorzinho, eu e Dan estamos em estado de graça e só conseguimos pensar em como será a nossa rotina após a chegada do pequeno príncipe...Consegui ganhar apenas 4,400kg de peso (até hoje), não sei se por culpa da hidratação constante ou genética mesmo não surgiu nenhuma estria, apenas algumas partes do meu corpo ficaram mais escuras, como as axilas, virília, abaixo dos seios, mas sei que voltarão ao normal depois do parto...

Uma foto do barrigão atual, enoooooorme:



Beijos,

Nathalie

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

32 Semanas - Atualizando os fatos!

Essa semana fizemos o curso de pais do hospital Português e achei muito bom. Vale a pena fazer! Eles falam sobre trabalho de parto, cuidados pré e pós parto, amamentação, cuidados de higiene com o bebê, nutrição para a gestante e na amamentação e alguns outros assuntos que vale a pena se aprofundar. Eles também apresentam a maternidade, para quem como eu tiver interesse em parir lá, todos os procedimentos na admissão e no período que nós ficaremos internadas. A sala de parto normal é maravilhosa. Tem bola de pilates, chuveirão quente, banheira para o alívio da dor, som, e espaço pra você circular e esperar a dilatação completa e saída do baby.
A próxima turma será dias 21 e 22/03, não é pago mas o seu plano de saúde precisa ser aceito no hospital. Pra se inscrever é só enviar um e-mail para jose.carmo@portugues.com.br com o seu nome completo, cópia da carteira do plano e RG escaneados, nome do médico e a data prevista para o parto. Eles indicam fazer o curso no último trimestre, pois você terá mais dúvidas acumuladas e não vai esquecer o básico até a hora de parir.

Essa semana também compramos o carrinho, o bebê conforto e a cama box de apoio do quarto. Só falta a poltrona de amamentação, que eu pensei, pensei, pensei e decidi comprar. Onde eu vou dar peito a esse menino se desde cedo quero acostumá-lo no quartinho? Faltam também os quadros, os nichos, luminária, a cortina e fixar o papel de parede que chega na primeira quinzena de fevereiro. Do jeito que as coisas estão indo acredito que concluo tudo antes de chegar no nono mês (Deus permita!) kkk

Comecei a lavar as coisas, é MUITO trabalho, meu Deus. Muita coisinha miúda pra lavar, secar, passar e guardar. Não dá mais pra adiar, não quero ser pega de surpresa, vai que ele chega antes da hora? Como no carnaval não farei nada (a barriga não permite mais) vou aproveitar pra concluir essa missão! 

Estou muuuuuuto ansiosa pra essas semanas passarem rapidinho. Minha barriga tá enorme e a pressão na pélvis só piora. Virar de lado na cama a noite é uma tortura! E levantar pra fazer xixi? Ohhh luta!! Tenho sonhado muito com ele. Sonho com o rostinho, sonho amamentando, sonho com ele no meu colo e sempre acordo emocionada.. Muito gostosa essa fase! O marido cada dia mais envolvido e participativo. Pergunta tudo, ler tudo, entende tudo. Estou louca para vê-los juntos, acho que vai ser uma das maiores emoções.


Então essa é a atualização dos últimos dias...


Nathalie

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ensaio - Grávidos!

Nesse domingo fizemos o nosso ensaio fotográfico de grávidos! Foi lindo e muito especial registrar esse momento. Já estava super ansiosa pra fazer pois tinha medo de Bernardo nascer e não termos o registro oficial do barrigão! rsrs
Fizemos as fotos com a mesma fotógrafa que fez o nosso ensaio pré-casamento e o nosso casamento. Ela é maravilhosa! Capta como poucos todo sentimento envolvido na história. O cenário foi a nossa casa, queríamos muito que fosse algo íntimo e pessoal e nada melhor do que nosso cantinho! Contamos também com a participação especial de Simba, nosso primogênito, irmão mais velho de Bernardo! rs 
Breve terei o DVD com as fotos oficiais e álbum, vou postar aqui as opções de foto álbum que ela faz, são incríveis e com preços bem amigos!


Olha aqui o blog de Kika  http://www.crisnapires.com Vale babar muito com as fotos lindas!


Seguem algumas das nossas fotos:











Amei demais todas!!!


Nathalie

domingo, 20 de janeiro de 2013

Parto Normal - Opinião Pessoal

Desde que descobri que estava grávida sabia que o melhor pra mim seria ter um parto normal, a princípio sem entender direito o porque, já que tenho tanto medo de sentir dor.
Partia do seguinte raciocínio: No parto cesárea, eu marco uma data, cômoda pra mim e meu médico, sem entender direito se aquele é o melhor momento ou maturidade para o personagem principal dessa história, o bebê. Ele está pronto, isso é o melhor pra Ele? 
No parto cesárea ele é tirado do nosso útero, sem nenhuma preparação prévia para isso. O parto normal pra mim soa muito mais suave e dentro dos parâmetros ideais para as minha convicções. Eu e meu bebê faremos as coisas ao nosso tempo, esse pra mim é o tempo certo. Ele terá o tempo de entender e se preparar para vir ao mundo, seu pulmão vai treinar a respiração antes de de fato respirar sozinho, meu corpo produzirá sozinho e naturalmente toda a ocitocina necessária para a construção dos nossos vínculos, diferente da cesárea.
Entre essas e outras reflexões que fizemos (meu marido tem participado ativamente dessa busca) chegamos a conclusão que a cesária é maravilhosa, para quem por alguma impossibilidade médica não consiga parir natural, fora isso, não passa pela minha cabeça programar meu parto. Deus permita que eu e Bernardo consigamos isso juntos.

Respeito muito a decisão das mulheres que optam em ter seus filhos de parto cesárea. Entendo que o melhor parto é o que a mãe se sinta segura e confortável, e se para se sentir assim, ela vai optar por uma cesárea, que seja respeitada a sua vontade. Só penso que antes de tomar uma decisão tão importante sobre o começo da história de seu filho, pesquise, leia, entenda todo o universo pró e contra as duas opções. Se embase, entenda, se aprofunde. A dor é relativa, a recuperação é relativa, o medo é relativo...

Uma doula (acompanhante de parto) que estou mantendo contato, talvez ela acompanhe o meu parto, me enviou dois vídeos sensacionais que valem a reflexão, espero que ajudem a direcionar a decisão de vocês. E se a decisão já estiver tomada, que sirva como uma reflexão sobre um tema tão especial.

O Futuro do Nascer - Sala de Notícias (Futura)
Vale prestar atenção na referência que cada um dos entrevistados, pesquisei sobre todos no Google e a credibilidade e formação de cada um é inquestionável.



Trailer do documentário O Renascimento do Parto:
Lindo relato da esposa do Márcio Garcia, emocionante.



Espero que gostem!

Beijos,

Nathalie

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Quantidade de semanas x Meses Gestação

Nós mamães/grávidas tiramos de letra a contagem da gravidez pela quantidade de semanas. É assim que a gente se acostumou a ver nas consultas do pré-natal, revistas e livros do tema. Todos os cálculos da previsão do parto são feitos levando em consideração as 40 preciosas semaninhas.
Mas e os meses? No começo da minha gravidez fiquei meio perdida quanto a que mês da gestação eu estava, e só me descompliquei quando li uma matéria na Baby Center que ensina a contar o mês que você está a partir da data prevista para o parto. Meu parto por exemplo está previsto para 22/03 (quando eu completo o nono mês), então, 22/02 entro no nono mês, 22/01 no oitavo mês assim vai...

Uma maneira mais simples ainda de entender e poder contar aos amigos e família em que mês você está (ninguém quer saber qual a semana! kkk) é seguindo essa tabela super útil abaixo. Uma gravidinha postou ela em um grupo do Facebook que participo e achei que deveria replicar por aqui também:



Agora ficou fácil, fácil!


Beijos,


Nathalie

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uma grávida mais do que preguiçosa!

Bateu saudade de escrever e eu correndo voltei! 
De antemão, venho registrar que essa reta final da gravidez me deixou a mais preguiçosa das mulheres!! E eu que achava que isso era frescura e falta de foco (paguei a língua)! Estou na maior maresia do mundo e cheia de coisinhas pra resolver. Como coloquei na minha cabeça que quero descansar a partir do oitavo mês e não quero stress com pendência, vou resolver tudo logo!!!!

Parei com o pilates por indicação médica. A pressão na pélvis ainda é grande e o médico achou melhor segurar a onda, mesmo contra minha vontade parei. Continuei nas caminhadas e continuo conseguindo o milagre de não engordar muito! Yeah! Na última consulta, semana passada, constatamos que do começo pra cá foram apenas 2,5kg a mais! Uma belezura! A barriga não pára de crescer e Bernardo mexe cada dia mais. Já fiz alguns vídeos super engraçados da barriga fazendo ondinhas kkk. Ele está ótimo, grandão e saudável. Meu GO marcou a 3D para dia 04/02. Estou louca pra ver a carinha do meu bebê!

No ápice dessa preguiça e dando todo o gás que me restava ao trabalho, larguei tudo a toa aqui em casa (odeio mesmo quando isso acontece!) mas não conseguia força pra tocar nem as obrigações domésticas! Dei Mc Donald's de jantar e deixei o marido ir trabalhar com as camisas todas amarrotadas uns três dias seguidos! Tadinho! O bichinho não reclama nada e ainda ajuda muito! Super fofo como sempre! Por sorte, a minha ex-diarista que adoro voltou a trabalhar aqui. Por essa minha exaustão estar tomando conta e eu ainda não ter conseguido alguém pra ficar fixo, já reservei dois dias na semana dela pra mim. Agora eu assumo que preciso mesmo de ajuda! Tentei, mas não consigo sozinha, e imaginar minha casa um cáos me arrepia os pêlos da nuca! Não dá!
Uma preguiça até de me arrumar, coisa que adoro fazer. Fiquei sem escovar o cabelo e repeti monte de roupa essas duas semanas com preguiça de gastar roupa e ter que lavar, pode? Que horror!! kkkkk Não vou me culpar mais, vou aceitar que isso são hormônios em ebulição e que tudo voltará ao normal! kkk

Nessa semana off adiantei um monte das coisas de Bê. Enfim consegui comprar o papel de parede (viva!), já estava super impaciente pois não tinha como eu queria em lugar nenhum!!! Encomendei o kit berço, kit cama de apoio, ganhei de presente o kit higiene, abajur, o enxoval já está todo ok...Ou seja, agora realmente falta pouco!
Hoje fui olhar camisolas pra mim, quero comprar três, arrumadas e confortáveis pra usar na maternidade e em casa. Não quero descuidar, que o marido me ache sempre linda! kkk
Esses últimos dias tenho me sentido mais disposta e tenho aproveitado pra agilizar as coisas.
Lavei todas as minhas roupas leves que só podem ser lavadas a mão, arrumei o roupeiro de Bernardo, passei toda a roupa acumulada, organizei nosso closet e as coisas de casa... Enfim, vida que segue fora da minha caminha gostosa que vive me chamando! kkk
Muitos assuntos acumulados que quero dividir por aqui, vou programando e postando dia a dia.


Muitos beijos preguiçosos,


Nathalie

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

29 Semanas e o primeiro susto!

Ontem cheguei as 29 semanas completas. Entrei na trigésima tomando um baita susto! 
Saí pra trabalhar sentindo um certo incômodo no pé da barriga, uma pressão na pélvis que dirigindo, ou sentada, era quase imperceptível, mas estava difícil pra levantar, andar... Fiquei um pouco preocupada e fui pra casa. Em casa começou a incomodar mais ainda e liguei pro obstetra, que receitou Buscopan e Tylenol de seis em seis horas e repouso absoluto. Imagina a preocupação? Chorei nervosa com medo de Bernardo chegar antes da hora. Ainda bem que o maridão é calmo e tranquilo e não me deixa entrar em desespero. Todas essas novas sensações e a insegurança de não saber o que de fato está acontecendo me deixam meio angustiada.

Postei uma mensagem em um grupo de grávidas que participo no Facebook e recebi vários retornos tranquilizantes, que essa pressão é normal. A maioria das meninas começam a sentir a partir da trigésima semana mesmo...O peso do bebê pressiona a musculatura pélvica e dói mesmo. Mas pode também significar o encaixe antecipado do neném, por isso o cuidado do médico para evitar o parto prematuro.

Hoje passei o dia paradinha. Dan cancelou todas as reuniões e compromissos no trabalho pra ficar comigo.  Ele não me deixou nem sair da cama, cuidou de tudo, do café da manhã, almoço, mimos e até o lanchinho pra hora do filme! Obrigada amor, te amo muito!
O repouso realmente fez muito bem, quase não estou sentindo mais a pressão e estou muito mais tranquila. Estou observando todas as sensações e vou me poupar de maiores esforços. Dia 10/01 é a consulta com o médico e tirarei todas as dúvidas que restaram.

O tempo está voando e enfim estamos finalizando os preparativos para a chegada do Bê. O quarto apesar de faltarem alguns detalhes, está montado, estou apaixonada e não quero sair de lá. Já guardei todos os presentes no roupeiro e amanhã vou comprar os saquinhos com lacre pra começar a lavar as roupinhas e guardar, para manter limpo e organizado. Breve posto fotos. Estou gerenciando bem a ansiedade e fazendo uma coisa de cada vez, vai dar tudo certo! 

Estou triste pois acho que vou ter que segurar a onda nas atividades físicas, estou insegura sobre qualquer esforço. Mas vou conversar melhor com o médico dia 10. Dei uma relaxada na alimentação desde o Natal e não estou conseguindo voltar a comer regradinho e leve, uma droga! Marido tá pegando no pé, ele tá lendo e entendendo a fundo sobre todas as fases do desenvolvimento e me disse sobre a importância de uma nutrição completa no último trimestre, que é quando Bernardo ganha mesmo peso. Combinamos que vamos entrar em dieta juntos a partir de segunda. Vou voltar a linha com certeza! Chega de relaxamento! rsrs

Beijos,

Nathalie