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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Para Bernardo - 10/04/14

Você acabou de completar uma ano, e cada dia fascina mais seus pais. De uma hora pra outra começa a fazer descobertas, desenvolver habilidades, está muito gostoso te ver crescer. Queria inclusive que o tempo passasse em câmera lenta...
Hoje me dei conta de algumas coisas que vc tem feito muito bem. Descobriu como abre e fecha as torneiras e tampas de garrafa, está cada dia mais hábil no movimento de rosca. Hoje quando acordei, estava frio o seu quarto, fiquei deitada ao seu lado e te disse: filho, desliga o ar pra mamãe? Sem olhar para o controle e para o aparelho do ar. você prontamente engatinhou, pegou o controle e apetou o off. Como você aprendeu isso tão rápido menino? Você imita Simba, dança com qualquer música que ouve, é muuuuito carinhoso e feliz. Vc já me ajuda a te vestir dando o bracinho e a perninha, e eu nem lembro de ter te ensinado isso. Vc é muuuito observador e já repete muito nossas ações. Vc ainda mama feito um bezerro, adora meu colo e eu adoro ficar bem grudadinha pra ter certeza que eu estou aproveitando o máximo que consigo ao seu lado. 

Seu pai acabou de voltar das férias. Passamos 40 dias vivendo vc! Dias que faço questão de não esquecer. Se vcs já se curtiam um monte, agora vcs são conectados. Seu pai te conhece de trás pra frente e é capaz de passar 30 minutos me contando como foi o café da manhã que ele descobriu que sua fruta preferida é goiaba! E que vc prefere goiaba muito mais do que melão e pêra. Foi demais ver a cara de bobo dele dizendo: "Que moleque esperto!"
Foi triste pra gente o primeiro dia de trabalho dele pós férias, vc o procurou e chamou "papa" algumas boas vezes.

Vc continua nos ensinando cada vez mais! Obrigada por todo esse amor biscoito!

Você e o papai em um banho de chuva delícia!



Nathalie Pinheiro

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rede de Apoio - Tarde delícia!

O nascimento de Bê me incluiu em uma rede de apoio muito bacana, fiz amizades muito especiais com outras mães que estão no mesmo barco que eu. Periodicamente fazemos encontros, pra se ver, conversar, rir, comer, pedir colo...Falar coisas onde só nós somos capazes de nos entender plenamente. 
Ontem foi dia de encontro. E como sempre foi demais! Fomos pra casa da Lua, a ex-chef gourmet que abandonou temporariamente a carreira para se dedicar exclusivamente a sua pequena Cloe. Sábado passado a Cloe completou 1 ano, ela fez uma festa deliciosa, um super piquenique, embaixo da árvore, tema de passarinhos, lanches deliciosos, nutritivos e saudáveis, sucos de frutas, muito carinho e amor em cada detalhe. Como sobrou muitas dessas delícias, fomos fazer um lanchinho lá!
Que tarde gostosa. Sabe aquelas casas que a gente se sente abraçado ao chegar? É a casa da Lua! Muita poesia em cada detalhe da decoração, cada foto na parede, uma mesa de jantar de madeira grande, com cadeiras customizadas lindas de morrer, uma rede branca na varanda, vários potinhos de especiarias expostos na cozinha, um lanche bem servido, gostoso, onde somos capazes de sentir o capricho de quem fez. Como eu gosto assim! 

Nas nossas conversas a gente se encontra! E se delicia com os bebês. A Cloe deu um super beijo em Bê, cena mais linda! As meninas e as crias foram chegando e a tarde foi ficando mais gostosa. Cauê (7 meses) engatinha om uma rapidez fantástica pra idade dele, e a sua mãe Carol o deixa livre pra explorar, sem medo, no meio das conversas sempre nos surpreendemos com o pitoco passando por entre nossas pernas. A mais velha da Carol, Sophia (4 anos), garota inteligente, meiga, social, carinhosa, super atenta, dispondo sua atenção aos bebês menores, curtindo muito os docinhos crudívoros (apesar de ter se decepcionado por não encontrar um suculento brigadeiro) rsrs. A Lis e a Yasmin (1a; 11m), filhas da Lara e Tiaia, já inseparáveis, brincando juntas pra cima e pra baixo com seus vestidos de princesa! Bê estava um dengoso, a maioria do tempo no meu colo, acredito que ele esteja passando por um salto, talvez seu corpinho esteja se preparando e elaborando a nova habilidade de engatinhar, sinto que falta tão pouco...Ele tenta muito mas ainda não consegue, o tempo certo vai chegar! 

Assistimos juntas o parto de Sophia e discutimos muito sobre a violência obstétrica e a importância do respeito ao nascer, ao reflexo dessa falta de humanização, e como isso mexe com a gente! Nossa! Falamos das crias, de maquiagem, de parteira, de sexo, de lubrificante! hahaha 
Nós mulheres precisamos de viver em comunidade, uma rede de apoio é fundamental! Mulheres se cuidam, se protegem, se acolhem. Conflitos que se vivêssemos sozinhas pareceriam caóticos quando temos um apoio desses se tornam tão miudinhos... Nós mães somos tão bombardeadas por expectativas de comportamento, de criação, de postura. Nós aprendemos por exemplo que bebê deve dormir a noite inteira (o ideal), eu vivia em crise pois achava que Bê dormia mal, ele dorme as 20:30h e acorda sempre 2 ou 3x mama e dorme, na realidade mama dormindo. Eu gastava tanta energia me preocupando com isso, numa dessas rodas de bate papo entendi que isso é muito comum, é fisiologico! É o padrão dele, não há nada de errado, ou que precise ser modificado...Depois disso relaxei tanto que passei a dormir bem melhor, quando ele acorda amamento quase dormindo, as vezes nem lembro que acordamos! 

Recordações dos momentos com as meninas:


Festa da Cloe:



Bê, Valentina e suas mães babonas:



Nós e nossas crias:



Nathalie


segunda-feira, 15 de julho de 2013

A nossa cama compartilhada!

Da série paguei a língua é onde nosso filho dorme aqui em casa. Dizíamos sempre (eu e o marido), assim que Bernardo nascer vai dormir no quartinho dele! Porque dizíamos isso? Pois acreditávamos que estaríamos estimulando a sua independência (um bebê independente?) e preservando a nossa intimidade.
Agora conto como aconteceu:
Assim que Bê chegou eu tive certeza que não havia possibilidade de deixá-lo sozinho no quarto dele, porque?
  1. Porque estávamos completamente apaixonados pelo nosso filho e sentiríamos muita falta de dormir perto.
  2. Porque não nos conhecíamos, queríamos ficar perto pra entender como ajudá-lo.
  3. Porque seria muito cansativo levantar e sair do quarto de hora em hora (era o intervalo que ele mamava), carregá-lo, amamentar, arrotar, fazer dormir...
  4. Porque era muito gostoso estar ao lado dele.
  5. E outros montes de motivos! rs
Daí a princípio colocamos o carrinho ao lado de nossa cama, ainda assim eu ficava vidrada o olhando dormir, com medo de sufocar, engasgar (paranoia de mãe de primeira viagem). Não achava o carrinho confortável pra ele, então montamos aquele berço apoio ao lado da cama. Ficou mais confortável mas sentíamos a dificuldade que ele tinha de se adaptar ali. Uma noite ele chorou muito e não sabíamos mais o que fazer para consolar. Demos banho de ofurô, colocamos música, massagem na barriga, verificamos fralda e nada! Beirando o desespero e instintivamente (sábio instinto materno), coloquei ele ao meu lado, no meio da nossa cama, e dei mama. Como um milagre Bê adormeceu calmo e feliz! O clique veio a partir daí. O melhor pra nós e pra o nosso filho é dormirmos juntos! Ali ele se sentiria seguro e tranquilo e nós também! Facilitaria a amamentação, o cansaço de acordar e levantar toda hora...

Comecei a pesquisar as consequências dessa estilo de dormir e me senti mais confortável ainda com a nossa decisão, pelo menos nos primeiros meses seria assim que funcionariam as coisas por aqui.

No blog Cientista que virou mãe tem um post muito bacana de que copiei algumas constatações que me confortaram e me identifico muito:


  • O risco de sufocamento do bebê que dorme com o pai é tão grande quanto o risco de sufocamento da criança que dorme sozinha com travesseiro, cobertor, protetor de berço e mais um monte de adereços que podem contribuir para isso.
  • O pediatra consultado diz que os bebês somente devem dormir no quarto dos pais durante o primeiro mês de vida, porque isso diminui a ansiedade e facilita a amamentação. Pergunta 1: se a amamentação, de acordo com o que recomenda a Organização Mundial de Saúde, deve ocorrer com exclusividade por no mínimo 6 meses e prolongadamente por 2 anos ou mais, por que práticas que a facilitem devem ser realizadas somente no primeiro mês? Pergunta 2: se a tão conhecida "ansiedade de separação" que acomete bebês tende a acontecer após o primeiro mês de vida, por que práticas que diminuam a ansiedade devem, também, ser realizadas somente no primeiro mês? O que acontece a  partir do 32o. dia de vida do bebê para que, a partir de então, ele não possa mais dormir com os pais? Isso não parece ser uma visão generalizadora demais, colocando todos os bebês em um pacote único, como se todos se comportassem da mesma maneira? Um bebê de 2 meses também não merece dormir menos ansioso? E a emocionalidade da mãe, onde entra nessa história? Será que dormir junto ao filho somente beneficia ao filho? Obviamente que não. As mães também são as beneficiadas, uma vez que precisam se levantar muito menos à noite para atender as necessidades do filho, dormir próximo estimula ainda mais a produção de leite e sono tende a ser mais restaurador do que quando o bebê dorme sozinho em seu quarto
  • O risco de mortalidade associado à cama compartilhada é inferior ao risco de morte súbita do lactente quando este dorme sozinho em seu quarto. Em outras palavras: dormir sozinho em seu quarto aumenta as chances da morte súbita do recém nascido, pelo simples fato que qualquer alteração com o bebê demora muito mais para ser percebida, diminuindo também as chances de socorro.
  • Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Neurologia da Universidade da Californiaconclui que, na população investigada, a prática do co-sleeping melhora a qualidade do sono dos bebês, diminui o número de vezes que acordam à noite e, mais importante, diminui os riscos de morte pela síndrome da morte súbita do recém-nascido, ao contrário do que o senso comum, reforçado pelo alarmismo médico, acredita.
  • Embora a matéria cite um estudo americano para dizer que 515 crianças pequenas morreram ao dividir a cama com os pais, outros grandes estudos mostram que, das centenas de crianças que morrem durante o sono, em todo o mundo, mais de 70% dormiam sozinhas... Dormir junto, portanto, não parece ter sido a causa dessas 515 crianças mortas...
  • Os cuidados que devemos ter para fazer a cama compartilhada, na verdade, não são cuidados. É bom senso. Não dormir embriagado, sob efeito de psicotrópicos, com excesso de cobertores, são cuidados que todos devemos ter independente de onde dorme o filho. Fazer tudo isso quando o filho dorme separado não traz nenhum alívio, pelo contrário. Se ele precisar de você, estando longe, você também não vai poder ajudar...
  • A matéria diz que, embora eu não dê detalhes da minha vida sexual, eu garanto que está tudo bem (risos, muitos risos). É, eu não dei detalhes. Mas garanto que a cama compartilhada não afeta a vida sexual de quem a pratica. Afinal de contas, criatividade não é importante apenas para a criação de filhos. É importantíssima, principalmente, para a vida do casal. Casal sem criatividade é casal triste. Quem compartilha a cama com o filho e diz que isso prejudicou a vida sexual, na verdade, está usando isso como desculpa para alguma outra questão... Se a vida sexual não está boa, não é porque seu bebê dorme junto com você. Pense bem o que está errado aí e responsabilize o que, de fato, precisa ser responsabilizado. Afinal de contas, não existe só a cama para as horas boas da vida. Ou estou errada?
  • Sim, a criança pode aprender que os pais têm uma relação que não a envolvem, como afirma a psicanalista. Mas existem diversas formas de mostrar isso a uma criança, no dia-a-dia. Inclusive mostrando a ela que a relação do pai e da mãe não acontecem somente à noite, mas durante todo o tempo, enquanto, juntos, a criam com afeto e amor. 

Algumas medidas de segurança devem ser adotadas ao optar pela cama compartilhada, para proteção do bebê, seguem aqui:

- Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. A melhor escolha é colocar o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. Tenha certeza de ter um colchão plano, firme e liso. Não permita que seu bebê durma em uma superfície macia, tal como cama d´água, sofá, colchões com a parte superior almofadada, poltronas em formato de “pufe” do tipo que se moldam ao corpo, ou qualquer outro móvel com estrutura flexível que possa ceder.

- Tenha certeza de ter lençóis sob medida, que permaneçam seguramente ajustados e não se soltem em caso de puxados.

- Se sua cama for elevada do chão utilize uma grade de segurança de estrutura entrelaçada para prevenir seu bebê de rolar para fora da cama e seja especialmente cuidadosa acerca de não existir nenhum espaço entre o colchão e a guarda da cabeceira da cama ou a guarda dos pés da cama.

OBSERVAÇÃO: Algumas grades de segurança projetadas para crianças mais velhas não são seguras para bebês porque possuem espaços em sua estrutura que possibilitam a passagem de pequenos corpos ou que estes fiquem presos nelas.

- Se sua cama é posicionada contra uma parede ou outro móvel verifique-a toda noite para ter certeza de que não existe nenhum espaço entre o colchão e a parede ou o móvel aonde o bebê possa ficar preso.

- A criança deve ser colocada entre a mãe e a parede ou a grade de proteção. O pai, irmãos, avós e babás não possuem a mesma consciência instintiva da localização do bebê como sua mãe. Mães: prestem atenção a sua sensibilidade pessoal ao bebê. O seu pequeno deve ser capaz de acordá-la através de um barulho ou movimento mínimo – normalmente até mesmo uma fungada ou ronco é suficiente. Se você descobrir que dorme tão profundamente que somente acorda quando seu bebê emite um choro alto, considere seriamente mudar o bebê para fora de sua cama, talvez para um berço próximo ou ao lado de sua cama.

- Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

- Considere a possibilidade de uma arrumação de “cama acoplada”, aonde o berço ou segunda cama posiciona-se diretamente ao lado da cama principal.

- Tenha certeza de que o quarto aonde seu bebê dorme e todos os outros quartos a que ele possa ter acesso é a prova de crianças. (Imagine seu bebê engatinhando para fora da cama enquanto você dorme, para explorar a casa. Mesmo que ele não tenha feito isso - AINDA - você pode ter certeza de que eventualmente ele irá fazê-lo).

- Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

- Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para bebê, na situação da cama compartilhada. Não posso especificar uma tabela de correlação peso/bebê. Se o bebê rolar em sua direção, se existir inclinação ou depressão grande no colchão ou se você suspeita de qualquer outra situação de perigo, aja com segurança e acomode o bebê em um berço ou cama menor ao lado de sua cama.

- Remova todas as almofadas e cobertores durante os primeiros meses. Utilize extrema precaução quando introduzir almofadas ou cobertores, a medida que sei bebê fique maior. Vista o bebê e vocês de forma aquecida para dormir. (Uma dica para mamães que amamentam: como camiseta de baixo e para manter-se mais aquecida, vista uma camiseta comum ou de gola role antiga cortada pelo meio em direção à linha do decote). Tenha em mente que o calor do corpo aumenta o aquecimento durante a noite. Tenha certeza que seu bebê não ficará superaquecido.

- Não vista roupas de dormir com cordões ou fitas compridas. Não use jóia e se seu cabelo for longo, prenda-o para cima.

- Não utilize perfumes ou loções de aromas fortes que possam afetar os sentidos delicados de seu bebê.

- Não permita animais de estimação dormindo na cama com seu bebê.

- Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto a prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável.


Dias antes de Bê completar 3 meses, me senti mais segura quanto a me "separar" um pouco dele, na verdade também já estava com muita  dor nas costas pois ficava toda torta com medo de machucá-lo na cama. Viajamos e aproveitei que houve uma mudança de rotina, quando chegamos em casa, marido desmontou o berço dele  e o montou no nosso quarto, sem a grade e encostado na parede, daí ficamos com uma baita cama compartilhada! Agora me sinto mais segura e confortável quanto a nossa dormida. Dias de salto de desenvolvimento, ou dias em que ele está dengoso carente, puxo pro meu lado e dormimos assim, coladinhos...

Daí me perguntam, até quando ele dormirá com vocês? Respondo, até quando estivermos felizes assim!
E sobre a vida íntima do casal? É muito mais divertido e estimulante explorar os outros tantos cômodos da casa enquanto o baby dorme. 

Aqui funciona assim, e com você? Me conta!



Nathalie

terça-feira, 4 de junho de 2013

Slingando por aí...

Como costumo dizer as minhas amigas mães e futuras mães, o sling foi umas das peças mais importantes do meu enxoval. E só me dei conta disso agora! 
Com ele consigo suprir as necessidades de Bê e ter meus braços livres para outras atividades. Já fui em shopping, fiz mercado, fui ao banco, com meu bebê calmo, protegido, com acesso ao meu peito e na maioria do tempo dormindo tranquilamente. Tenho dois wrap slings, pelas amarrações e jeito protegido que ele fica, por enquanto é o meu favorito, pois deixa ele bem preso a mim e não sobrecarrega as minhas costas. 
Já estou tão acostumada a usar que nem me sinto tímida com tantos olhares que atraio na rua. Todo mundo comenta, a maioria acha o máximo, e eu acho também! 
Tenho a oportunidade de apresentar o mundo ao meu filho sob a minha ótica, ele estando super seguro e protegido...
Com bebês novinhos então, parece mágica! Para aqueles dias de cólica, choro interminável, noites sem dormir, experimenta o sling, ele tem o poder de suprir a maior parte da carência do bebê. O bebê volta a posição em que estava na barriga, sente o cheiro e a proteção da mãe e tem acesso a alimentação e sono na hora em que necessitar entre outros benefícios... é ou não irresistível?

Fiz uma breve pesquisa pra dividir aqui sobre os melhores carregadores que existem!


Benefícios de Slingar - Carregar seu Bebê num Baby Sling 
Fonte: (www.slingando.com)

É a maneira mas fácil e natural de integra-lo a sua vida diária.
Não só é prático, como também reafirma a sua capacidade de prover o ambiente mais benéfico possível para ele.
Benefícios para seu bebê

Os Bebês que são carregados…
- Choram menos! (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia) *1
- São mais saudáveis! (ganham peso mais rápido, tem melhor habilidade motora, coordenação, maior tonificação muscular e senso de equilíbrio) *2
- Tem uma melhor visão do mundo! (bebês em carrinhos vem o mundo a altura dos joelhos de um adulto)
- Da mais segurança . O bebê tem acesso a comida, calor e amor.
- Ganham independência mais rapidamente! *3
- Dormem melhor! (mais rapidamente e por períodos mais longos) *3
- Aprendem mais! (não são super-estimulados, mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor) *3
- São Mais felizes! (se sentem mais amados e seguros) *4

Benefícios para você
Carregar seu bebê…
- Melhora a comunicação entre os dois, já que você se sintoniza com os gestos e expressões dele.
- Cria pais mais auto-confiantes. Não há nada melhor que ter um bebê calmo e contente graças a que você sabe atender suas necessidades.
- É conveniente . Não há incomodidades nem complicações como ter que carregar um bebê-conforto num braço e o bebê no outro.
- Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, etc.
- É saudável para você. Permite você sair para caminhar e respirar ar puro!
- Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar.
- Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro.
- Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido.
- Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro,  brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade.
- É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.


Alguns momentos de mamãe canguru com Bê:


Mamando:


Em uma festinha de aniversário:



O colo do papai também é poderoso com o sling:




Vale a pena demais comprar um! 


Nathalie

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A teoria da Extero Gestação.

Entender sobre a extero gestação nos ajudou muito a entender as necessidades do nosso pequeno e o ajudar nessa nova etapa da vidinha dele...Seguir as técnicas diminuiu muito o choro e o stress aqui em casa.
Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.

O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses. 

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe. 

Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina. 

Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho "shhhh shhhh", mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda "o reflexo calmante". Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro. 

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.

Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, "de volta ao útero". Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam. 

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos.

2. Posição de Lado

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.

3. Shhhh Shhhh - O som favorito do bebê

O som "shhh shhh" é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. 

Para bebês novinhos, "shhh" é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça "shhh", "shhh". Aumente o volume do "shh" até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar "calar" um bebê choroso fazendo "shh", mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.

Na primeira vez fazendo "shhh", seu bebê deve calar pós uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.

Para substituir o "shhh", pode-se ligar:- secador de cabelos ou aspirador de pó- som de ventilador ou exaustor- som de água corrente- um CD com som de ondas do mar- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro- máquina de lavar louças

O barulho do carro ligado também acalma a criança.

4. Balanço

"A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo - movimento, movimento, movimento."(Frederick Leboyer, Loving Hands)

Quando pensamos nos 5 sentidos - visão, audição, tato, paladar e olfato - geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço. 

Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de "movimento" dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.

Como balançar?
1. Carregando o bebê num "sling" ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo. 

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.

5. Sucção

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente. 

É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular "negativamente" os pais) não tem sentido. Bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto.


Texto elaborado por Flavia Mandic

Bibliografia:

The Happiest Baby on The Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.

Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E com Bernardo nasceu a "maternagem"!

Eu já esperava que o nascimento de meu filho mudaria minha vida, mas não como mudou. Me sinto muito diferente, muito mais leve. Passei a perceber o tamanho da nossa responsabilidade (minha e do pai) de criar uma criança pensando e atendendo as necessidades dela, e não apenas as minhas. É preciso apego, entrega e se ouvir ao instinto, ele conduz até a melhor maneira de criar! 
Dentro dessa nova percepção sobre maternidade muita teoria foi desfeita dentro da minha cabeça, todos os conceitos de Nana Nenéns e Encantadoras de Bebês que faziam tanto sentido passaram a ser anti-naturais e até mesmo bizarros. Me senti meio idiota por muitas decisões, gastos, convicções e julgamentos que fazia. O bacana é ter percebido isso tudo bem cedinho, a tempo de oferecer o meu melhor a Bernardo.

Descobri a maternagem e um jeito meu, instintivo de criar meu filho. Sempre respeitando suas necessidades e sentimentos, sempre respeitando meu corpo e a solidez das relações que esperamos no futuro. A criação pelo apego (Attachment Parenting) passou a ser o meu refúgio, isso sim faz sentido pra nossa família, para o que esperamos para o nosso lar.
Apesar de não existir regras ou cartilhas para criação pelo apego, existe um conceito e certos princípios, baseados em evidências científicas, que comprovam a eficácia e sucesso de sua aplicação.


Para entender:


O Attachment Parenting é sobre criar relações fortes e saudáveis entre pais e filhos. Isso nos desafia, como pais a tratar nossos filhos com gentileza, respeito, dignidade e a modelar nossas interações com eles como gostaríamos de interagir com os outros.
É um retorno aos nossos instintos. São práticas, ferramentas para suprir a necessidade da criança em confiança, empatia e afeto, que vão fornecer à criança um fundamento para uma vida de relações saudáveis.
Estudos apontam que bebês nascem com necessidades fortes de proximidade física com seu cuidador durante os primeiros anos de vida. Essas necessidades são resumidas em: proximidade, proteção e previsibilidade. Os bebês choram, reclamam, sugam -são suas formas de ter a mãe por perto. Ao crescer se sentindo segura em sua relação com a mãe, o bebê se sente confiante para explorar e desenvolver relações fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em suas vidas. Cada família é única, com necessidades e recursos próprios.
Os oito princípios são ferramentas que cada pai e mãe devem usar como for melhor para o equilíbrio familiar. Você não precisa utilizar todas as ferramentas de uma vez.
 Os oito princípios
1- Preparar-se para gravidez, parto e paternidade.
Tornar-se física e emocionalmente preparada para gestação e o parto. Procure conhecer a  assistência e ambiente do parto, conheça as rotinas hospitalares com os bebês.
A maneira como se inicia a relação ajuda a formação do vínculo. Os primeiros dias e semanas são muito importantes, mas não é um “agora ou nunca”.
Conhecer os estágios do desenvolvimento infantil, para tornar as expectativas reais e ser flexível.
Nascer com respeito é um primeiro momento, é a recepção que estamos dando a esse ser que vem ao mundo.
*Na nossa realidade isso surgiu a partir da escolha pelo parto natural, na nossa opinião a maneira mais respeitosa de receber nosso filho.
2-Alimentar com amor e respeito
A amamentação é nutricional e emocionalmente perfeita. Uma forma certeira de formar o vínculo seguro entre mãe e bebê. É um exercício de leitura do bebê. Ajuda a ler as pistas, a linguagem corporal é o primeiro passo para conhecê-lo. A amamentação cria a química perfeita. Quando não acontece, é importante adotar formas de nutrir que permitam a relação física e emocional.
*Leite materno em livre demanda por no mínimo 6 meses e preferencialmente até quando ele queira. O bebê precisa ser atendido quanto à necessidade do seio não apenas por fome, mas para ajustar as suas necessidades nutricionais e habilidade de sucção, mas também pela segurança, proteção e contato com a mãe. Aqui em casa, é peito a qualquer hora que ele queira, sem limite de horários, intervalos ou contagem de tempo.
3-Responder com sensibilidade
Construa o fundamento de confiança e empatia já no começo. Sintonize-se no que seu bebê está comunicando a você. Responda consistente e apropriadamente. Bebês não sabem se acalmar sozinhos, atente-se ao seu choro. A resposta sensível constrói a confiança. Os pais constroem gradualmente a confiança em sua capacidade de responder às necessidades do bebê corretamente. Bebês não choram para manipular, eles não têm esse raciocino ainda, o choro é sua maneira de comunicar. Cuidado com os conselhos do tipo: deixar chorar, não acostumar mal, não mimar e etc.

Confie em sua intuição, pouco a pouco ela aflora.

Os bebês precisam de pais calmos, carinhosos e empáticos para ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Responda à uma criança que está magoada ou expressando uma emoção forte. Compartilhe de suas alegrias sempre.
*Nunca deixamos Bê chorar sem investigar o que ele precisa. O choro é a sua única ferramenta de comunicação. Como não atender? Como negligenciar? Ao ser atendido ele se sente seguro e pleno, aqui continuará assim, sempre.
4- Use o toque:

O toque fornece ao bebê contato físico, afeto, segurança, estímulo e movimento.
*Massagens, carinhos e muito estímulo físico, afeto e colo, muito colo!
Use Babywearing (carregadores de bebês) do tipo sling, wrap e companhia.
*Usamos o wrap sling todos os dias, sem exceção  O Bê fica quentinho, protegido, em posição que o lembra quando ele estava no útero, pertinho da mamãe e com acesso livre ao seio. Ítem mais importante de todo o enxoval.
Massagem
A forma como toca e carrega o bebê é essencial para seu desenvolvimento. Não deixá-lo no estado de pacote, para não se fechar sobre si mesmo, permitir que ele tenha confiança em si através da sua própria corporalidade. Por que o toque é tão importante?
Existem muitos tipos de memórias, as que você pode trazer à consciência são lembranças, mas existem aquelas que deixam traços em nós mas que não vem à tona, não tomamos consciência, mas que estão lá e em alguns momentos da vida aparecem como armadilhas emocionais. No inicio da vida não temos a linguagem, então os traços de memória são corporais, a emoção fica impregnada na nossa corporalidade.
5- Cuidando durante a noite
Não existe um fórmula , pois cada bebê é único e sua família também é única. Descubra uma forma em que todos dormem bem e esta será a mais adequada à sua família.
Bebês e crianças têm necessidades durante a noite assim como durante o dia. Eles dependem dos pais para acalmá-los e ajudá-los a se regular. Os treinamentos noturnos têm um efeito físico e psíquico, então muito cuidado com os métodos do tipo Nana Neném.
A cama compartilhada tem seus benefícios para os bebês que demonstram dificuldade à noite, alguns tem angústias noturnas, e o contato físico, a proximidade minimizam isso. Além disso, tende a facilitar o aleitamento em livre demanda. A cama compartilhada pode inclusive reconectar os pais que trabalham fora a seu bebê. O bebê vai adquirindo seus recursos para se tornar independente através da confiança que tem em seus pais.

*Nos primeiros dias em casa tentamos que o Bê dormisse no berço de apoio ao lado da nossa cama, mas após todas as mamadas ele despertava e não conseguia mais dormir. Isso tornava nossa noite exaustiva, dia após dia. Até que o instinto e a necessidade de dormir falaram mais alto e o coloquei ao meu lado na minha cama, o amamentei deitada e assim adormecemos juntos e a noite foi deliciosamente revigorante. De lá pra cá não encontramos nada que justificasse separá-lo de nós enquanto ele precisa, se sente seguro, alimentado e feliz.
Óbvio que são necessarias algumas medidas de segurança, farei adiante um post falando detalhadamente sobre o conceito e nossa experiência com a cama compartilhada.

6- Cuidado consistente e afetuoso

A idéia é prevenir separações longas que tragam ansiedade e estresse às crianças pequenas. Também quando for necessário que os pais se separem dos filhos por conta de trabalho, observar e responder com cuidado aos sinais que a criança dá que de que a separação é difícil e causa angústia. Creches por mais de 20 horas por semana podem causar extremo estresse emocional, melhor a opção de um “cuidador” em casa. As crianças para se desenvolverem devem ter momentos de privacidade, e intimidade, e as escolinhas não tem esse espaço. O desenvolvimento social que o bebê demonstra ter ao iniciar-se na creche pode ser em detrimento de sua segurança afetiva. Por isso dê ouvido aos choros de seu bebês. Mais uma vez cada um é único é você só vai saber se está tudo bem com ele se tornando um expert do seu bebê.

7-Praticar educação positiva

Tratar nossos filhos como gostamos de ser tratados!  Extremamente difícil!
Disciplina positiva tem como filosofia levar a criança a desenvolver uma consciência guiada por suas própria disciplina interna e compaixão pelo outro. Não é deixar fazer o que ela quer. Crianças precisam que mostremos o caminho. A punição enfraquece em parte a conexão entre os pais. Traz os sentimentos de vergonha, injustiça, humilhação. Bater ensina que a violência é a forma de resolver conflitos e problemas.

Analisar sua própria infância e educação recebida é o primeiro passo para mudanças de atitudes com nossos filhos.
8- Equilíbrio
O equilíbrio de todos os membros da família é importante, dar ouvidos às suas necessidade permite que a intuição e conexão entre todos aflore. As necessidades do bebê são grandes e podem ser desgastantes, se necessário peça ajuda a alguém, para que você possa descansar.

Fonte:
http://www.maternidadeconsciente.com.br/ e complementado (fonte em itálico) com nossa experiência aqui em casa.

Beijo materno,

Nathalie