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quinta-feira, 10 de abril de 2014

1º Aniversário Bernardo - Piquenique do Bê

Dia 22/03 comemoramos o 1º aninho do pequeno, e como foi bom! Simples, colorido, cheio de amor! Tive uma experiência super gostosa, senti prazer em me envolver em cada detalhe. Manualmente, artesanalmente. Pensando e sentindo, sendo profundamente ajudada pelos amigos. Vendo a alegria no olhar dele! Foi bom mesmo!
Até um mês antes eu estávamos bem confusos se faríamos festa...Fui a alguns aniversários com ele, que curtiu muito, recebi o apoio e a motivação das amigas e decidi mergulhar...Convenci o maridão e partimos com a mão na massa! O que idealizamos foi um piquenique simples, para as crianças que convivem conosco e nossa família...Mas com a nossa cara, muita cor, frutas, alegria, comidinhas gostosa, opções mais saudáveis. 

Foi um grande trabalho de equipe, preciso falar de todos! rs Os doces foram preparados pessoalmente pela dinda do Bê, Camila, ela faz doces deliciosos! Tivemos também doces vivos, totalmente naturais que encomendei com uma amiga que manda muito bem nos crudívoros, a Vanessa (Buffet Florescer Doce), o bolo (um caso de amor a parte), e os salgados, que escolhemos a dedo, opções mais saudáveis e não menos deliciosas fizemos com a minha amiga Luana Cardoso (Cozinha da Cloe), muito top! Ela transmite amor aos pratos, que por sua vez agradam a todos os sentidos. O apoio gigante que recebi da minha amiga Simone, tanto na pilha pra fazer a coisa acontecer quanto no suporte! Na confecção de cada item eu enviava foto pelo whatsapp, pedia opinião, dicas. Ela sempre fofa e disposta a ajudar. A Dan, maridão, que ficou fazendo companhia nas madrugas, acreditou e curtiu demais a proposta...A Carol Lube, fotógrafa de mão cheia (Kuara Fotografia), que além de registrar poeticamente o dia, me ajudou com toda a arte e papelaria. Cada forminha, letrinha tinha a cara do piquenique, colamos tudo de um a um. Sozinha seria quase impossível! A Cátia minha secretária querida, que até colar tecido da decoração ajudou! No dia então? Quase pirou junto conosco! A minha eterna doula e amiga Carla, que foi com seu grupo artístico (Cia Pé na Terra) se apresentar, pro deleite das crianças! Aos meus sogros, ao dindo, aos amigos, convidados e o principal, ao aniversariante, meu pequeno, que justifica tudo, o mundo! Obrigada por terem nos ajudado a construir um dia que ficará pra sempre nas nossas memórias! 

Seguem algumas fotos do dia tão especial:




O bolo maravilhoso, todas as crianças podiam comer. Naked Cake de frutas tropicais. Sem glútem, sem leite. De farinha de côco, recheio de castanha de caju e côco queimado. Estava simplesmente delicioso!



As lembrancinhas que fiz manualmente, o Sr. cabeça de grama. Vinha um bilhetinho orientando como regar para que os "cabelos" (a grama), não pare de crescer! Fez o maior sucesso...


As delícias:







Pipoca!!




Mesa de guloseimas saudáveis, espalhei potinhos de bolinha de sabão também


Copos reutilizáveis:
















Que venha o segundo! rs

Nathalie Pinheiro

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rede de Apoio - Tarde delícia!

O nascimento de Bê me incluiu em uma rede de apoio muito bacana, fiz amizades muito especiais com outras mães que estão no mesmo barco que eu. Periodicamente fazemos encontros, pra se ver, conversar, rir, comer, pedir colo...Falar coisas onde só nós somos capazes de nos entender plenamente. 
Ontem foi dia de encontro. E como sempre foi demais! Fomos pra casa da Lua, a ex-chef gourmet que abandonou temporariamente a carreira para se dedicar exclusivamente a sua pequena Cloe. Sábado passado a Cloe completou 1 ano, ela fez uma festa deliciosa, um super piquenique, embaixo da árvore, tema de passarinhos, lanches deliciosos, nutritivos e saudáveis, sucos de frutas, muito carinho e amor em cada detalhe. Como sobrou muitas dessas delícias, fomos fazer um lanchinho lá!
Que tarde gostosa. Sabe aquelas casas que a gente se sente abraçado ao chegar? É a casa da Lua! Muita poesia em cada detalhe da decoração, cada foto na parede, uma mesa de jantar de madeira grande, com cadeiras customizadas lindas de morrer, uma rede branca na varanda, vários potinhos de especiarias expostos na cozinha, um lanche bem servido, gostoso, onde somos capazes de sentir o capricho de quem fez. Como eu gosto assim! 

Nas nossas conversas a gente se encontra! E se delicia com os bebês. A Cloe deu um super beijo em Bê, cena mais linda! As meninas e as crias foram chegando e a tarde foi ficando mais gostosa. Cauê (7 meses) engatinha om uma rapidez fantástica pra idade dele, e a sua mãe Carol o deixa livre pra explorar, sem medo, no meio das conversas sempre nos surpreendemos com o pitoco passando por entre nossas pernas. A mais velha da Carol, Sophia (4 anos), garota inteligente, meiga, social, carinhosa, super atenta, dispondo sua atenção aos bebês menores, curtindo muito os docinhos crudívoros (apesar de ter se decepcionado por não encontrar um suculento brigadeiro) rsrs. A Lis e a Yasmin (1a; 11m), filhas da Lara e Tiaia, já inseparáveis, brincando juntas pra cima e pra baixo com seus vestidos de princesa! Bê estava um dengoso, a maioria do tempo no meu colo, acredito que ele esteja passando por um salto, talvez seu corpinho esteja se preparando e elaborando a nova habilidade de engatinhar, sinto que falta tão pouco...Ele tenta muito mas ainda não consegue, o tempo certo vai chegar! 

Assistimos juntas o parto de Sophia e discutimos muito sobre a violência obstétrica e a importância do respeito ao nascer, ao reflexo dessa falta de humanização, e como isso mexe com a gente! Nossa! Falamos das crias, de maquiagem, de parteira, de sexo, de lubrificante! hahaha 
Nós mulheres precisamos de viver em comunidade, uma rede de apoio é fundamental! Mulheres se cuidam, se protegem, se acolhem. Conflitos que se vivêssemos sozinhas pareceriam caóticos quando temos um apoio desses se tornam tão miudinhos... Nós mães somos tão bombardeadas por expectativas de comportamento, de criação, de postura. Nós aprendemos por exemplo que bebê deve dormir a noite inteira (o ideal), eu vivia em crise pois achava que Bê dormia mal, ele dorme as 20:30h e acorda sempre 2 ou 3x mama e dorme, na realidade mama dormindo. Eu gastava tanta energia me preocupando com isso, numa dessas rodas de bate papo entendi que isso é muito comum, é fisiologico! É o padrão dele, não há nada de errado, ou que precise ser modificado...Depois disso relaxei tanto que passei a dormir bem melhor, quando ele acorda amamento quase dormindo, as vezes nem lembro que acordamos! 

Recordações dos momentos com as meninas:


Festa da Cloe:



Bê, Valentina e suas mães babonas:



Nós e nossas crias:



Nathalie


segunda-feira, 15 de julho de 2013

A nossa cama compartilhada!

Da série paguei a língua é onde nosso filho dorme aqui em casa. Dizíamos sempre (eu e o marido), assim que Bernardo nascer vai dormir no quartinho dele! Porque dizíamos isso? Pois acreditávamos que estaríamos estimulando a sua independência (um bebê independente?) e preservando a nossa intimidade.
Agora conto como aconteceu:
Assim que Bê chegou eu tive certeza que não havia possibilidade de deixá-lo sozinho no quarto dele, porque?
  1. Porque estávamos completamente apaixonados pelo nosso filho e sentiríamos muita falta de dormir perto.
  2. Porque não nos conhecíamos, queríamos ficar perto pra entender como ajudá-lo.
  3. Porque seria muito cansativo levantar e sair do quarto de hora em hora (era o intervalo que ele mamava), carregá-lo, amamentar, arrotar, fazer dormir...
  4. Porque era muito gostoso estar ao lado dele.
  5. E outros montes de motivos! rs
Daí a princípio colocamos o carrinho ao lado de nossa cama, ainda assim eu ficava vidrada o olhando dormir, com medo de sufocar, engasgar (paranoia de mãe de primeira viagem). Não achava o carrinho confortável pra ele, então montamos aquele berço apoio ao lado da cama. Ficou mais confortável mas sentíamos a dificuldade que ele tinha de se adaptar ali. Uma noite ele chorou muito e não sabíamos mais o que fazer para consolar. Demos banho de ofurô, colocamos música, massagem na barriga, verificamos fralda e nada! Beirando o desespero e instintivamente (sábio instinto materno), coloquei ele ao meu lado, no meio da nossa cama, e dei mama. Como um milagre Bê adormeceu calmo e feliz! O clique veio a partir daí. O melhor pra nós e pra o nosso filho é dormirmos juntos! Ali ele se sentiria seguro e tranquilo e nós também! Facilitaria a amamentação, o cansaço de acordar e levantar toda hora...

Comecei a pesquisar as consequências dessa estilo de dormir e me senti mais confortável ainda com a nossa decisão, pelo menos nos primeiros meses seria assim que funcionariam as coisas por aqui.

No blog Cientista que virou mãe tem um post muito bacana de que copiei algumas constatações que me confortaram e me identifico muito:


  • O risco de sufocamento do bebê que dorme com o pai é tão grande quanto o risco de sufocamento da criança que dorme sozinha com travesseiro, cobertor, protetor de berço e mais um monte de adereços que podem contribuir para isso.
  • O pediatra consultado diz que os bebês somente devem dormir no quarto dos pais durante o primeiro mês de vida, porque isso diminui a ansiedade e facilita a amamentação. Pergunta 1: se a amamentação, de acordo com o que recomenda a Organização Mundial de Saúde, deve ocorrer com exclusividade por no mínimo 6 meses e prolongadamente por 2 anos ou mais, por que práticas que a facilitem devem ser realizadas somente no primeiro mês? Pergunta 2: se a tão conhecida "ansiedade de separação" que acomete bebês tende a acontecer após o primeiro mês de vida, por que práticas que diminuam a ansiedade devem, também, ser realizadas somente no primeiro mês? O que acontece a  partir do 32o. dia de vida do bebê para que, a partir de então, ele não possa mais dormir com os pais? Isso não parece ser uma visão generalizadora demais, colocando todos os bebês em um pacote único, como se todos se comportassem da mesma maneira? Um bebê de 2 meses também não merece dormir menos ansioso? E a emocionalidade da mãe, onde entra nessa história? Será que dormir junto ao filho somente beneficia ao filho? Obviamente que não. As mães também são as beneficiadas, uma vez que precisam se levantar muito menos à noite para atender as necessidades do filho, dormir próximo estimula ainda mais a produção de leite e sono tende a ser mais restaurador do que quando o bebê dorme sozinho em seu quarto
  • O risco de mortalidade associado à cama compartilhada é inferior ao risco de morte súbita do lactente quando este dorme sozinho em seu quarto. Em outras palavras: dormir sozinho em seu quarto aumenta as chances da morte súbita do recém nascido, pelo simples fato que qualquer alteração com o bebê demora muito mais para ser percebida, diminuindo também as chances de socorro.
  • Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Neurologia da Universidade da Californiaconclui que, na população investigada, a prática do co-sleeping melhora a qualidade do sono dos bebês, diminui o número de vezes que acordam à noite e, mais importante, diminui os riscos de morte pela síndrome da morte súbita do recém-nascido, ao contrário do que o senso comum, reforçado pelo alarmismo médico, acredita.
  • Embora a matéria cite um estudo americano para dizer que 515 crianças pequenas morreram ao dividir a cama com os pais, outros grandes estudos mostram que, das centenas de crianças que morrem durante o sono, em todo o mundo, mais de 70% dormiam sozinhas... Dormir junto, portanto, não parece ter sido a causa dessas 515 crianças mortas...
  • Os cuidados que devemos ter para fazer a cama compartilhada, na verdade, não são cuidados. É bom senso. Não dormir embriagado, sob efeito de psicotrópicos, com excesso de cobertores, são cuidados que todos devemos ter independente de onde dorme o filho. Fazer tudo isso quando o filho dorme separado não traz nenhum alívio, pelo contrário. Se ele precisar de você, estando longe, você também não vai poder ajudar...
  • A matéria diz que, embora eu não dê detalhes da minha vida sexual, eu garanto que está tudo bem (risos, muitos risos). É, eu não dei detalhes. Mas garanto que a cama compartilhada não afeta a vida sexual de quem a pratica. Afinal de contas, criatividade não é importante apenas para a criação de filhos. É importantíssima, principalmente, para a vida do casal. Casal sem criatividade é casal triste. Quem compartilha a cama com o filho e diz que isso prejudicou a vida sexual, na verdade, está usando isso como desculpa para alguma outra questão... Se a vida sexual não está boa, não é porque seu bebê dorme junto com você. Pense bem o que está errado aí e responsabilize o que, de fato, precisa ser responsabilizado. Afinal de contas, não existe só a cama para as horas boas da vida. Ou estou errada?
  • Sim, a criança pode aprender que os pais têm uma relação que não a envolvem, como afirma a psicanalista. Mas existem diversas formas de mostrar isso a uma criança, no dia-a-dia. Inclusive mostrando a ela que a relação do pai e da mãe não acontecem somente à noite, mas durante todo o tempo, enquanto, juntos, a criam com afeto e amor. 

Algumas medidas de segurança devem ser adotadas ao optar pela cama compartilhada, para proteção do bebê, seguem aqui:

- Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. A melhor escolha é colocar o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. Tenha certeza de ter um colchão plano, firme e liso. Não permita que seu bebê durma em uma superfície macia, tal como cama d´água, sofá, colchões com a parte superior almofadada, poltronas em formato de “pufe” do tipo que se moldam ao corpo, ou qualquer outro móvel com estrutura flexível que possa ceder.

- Tenha certeza de ter lençóis sob medida, que permaneçam seguramente ajustados e não se soltem em caso de puxados.

- Se sua cama for elevada do chão utilize uma grade de segurança de estrutura entrelaçada para prevenir seu bebê de rolar para fora da cama e seja especialmente cuidadosa acerca de não existir nenhum espaço entre o colchão e a guarda da cabeceira da cama ou a guarda dos pés da cama.

OBSERVAÇÃO: Algumas grades de segurança projetadas para crianças mais velhas não são seguras para bebês porque possuem espaços em sua estrutura que possibilitam a passagem de pequenos corpos ou que estes fiquem presos nelas.

- Se sua cama é posicionada contra uma parede ou outro móvel verifique-a toda noite para ter certeza de que não existe nenhum espaço entre o colchão e a parede ou o móvel aonde o bebê possa ficar preso.

- A criança deve ser colocada entre a mãe e a parede ou a grade de proteção. O pai, irmãos, avós e babás não possuem a mesma consciência instintiva da localização do bebê como sua mãe. Mães: prestem atenção a sua sensibilidade pessoal ao bebê. O seu pequeno deve ser capaz de acordá-la através de um barulho ou movimento mínimo – normalmente até mesmo uma fungada ou ronco é suficiente. Se você descobrir que dorme tão profundamente que somente acorda quando seu bebê emite um choro alto, considere seriamente mudar o bebê para fora de sua cama, talvez para um berço próximo ou ao lado de sua cama.

- Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

- Considere a possibilidade de uma arrumação de “cama acoplada”, aonde o berço ou segunda cama posiciona-se diretamente ao lado da cama principal.

- Tenha certeza de que o quarto aonde seu bebê dorme e todos os outros quartos a que ele possa ter acesso é a prova de crianças. (Imagine seu bebê engatinhando para fora da cama enquanto você dorme, para explorar a casa. Mesmo que ele não tenha feito isso - AINDA - você pode ter certeza de que eventualmente ele irá fazê-lo).

- Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

- Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para bebê, na situação da cama compartilhada. Não posso especificar uma tabela de correlação peso/bebê. Se o bebê rolar em sua direção, se existir inclinação ou depressão grande no colchão ou se você suspeita de qualquer outra situação de perigo, aja com segurança e acomode o bebê em um berço ou cama menor ao lado de sua cama.

- Remova todas as almofadas e cobertores durante os primeiros meses. Utilize extrema precaução quando introduzir almofadas ou cobertores, a medida que sei bebê fique maior. Vista o bebê e vocês de forma aquecida para dormir. (Uma dica para mamães que amamentam: como camiseta de baixo e para manter-se mais aquecida, vista uma camiseta comum ou de gola role antiga cortada pelo meio em direção à linha do decote). Tenha em mente que o calor do corpo aumenta o aquecimento durante a noite. Tenha certeza que seu bebê não ficará superaquecido.

- Não vista roupas de dormir com cordões ou fitas compridas. Não use jóia e se seu cabelo for longo, prenda-o para cima.

- Não utilize perfumes ou loções de aromas fortes que possam afetar os sentidos delicados de seu bebê.

- Não permita animais de estimação dormindo na cama com seu bebê.

- Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto a prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável.


Dias antes de Bê completar 3 meses, me senti mais segura quanto a me "separar" um pouco dele, na verdade também já estava com muita  dor nas costas pois ficava toda torta com medo de machucá-lo na cama. Viajamos e aproveitei que houve uma mudança de rotina, quando chegamos em casa, marido desmontou o berço dele  e o montou no nosso quarto, sem a grade e encostado na parede, daí ficamos com uma baita cama compartilhada! Agora me sinto mais segura e confortável quanto a nossa dormida. Dias de salto de desenvolvimento, ou dias em que ele está dengoso carente, puxo pro meu lado e dormimos assim, coladinhos...

Daí me perguntam, até quando ele dormirá com vocês? Respondo, até quando estivermos felizes assim!
E sobre a vida íntima do casal? É muito mais divertido e estimulante explorar os outros tantos cômodos da casa enquanto o baby dorme. 

Aqui funciona assim, e com você? Me conta!



Nathalie

sábado, 8 de junho de 2013

Dia de vacina!

Ontem depois de postergar duas semanas (eu não queria de jeito nenhum ir sozinha) fomos dar a vacina de dois meses de Bê, ele está com dois meses e dezoito dias. Dan conseguiu sair mais cedo do trabalho e fomos juntos (marido, amo seu cuidado e atenção conosco! =*). Com 3 dias de vida ele tomou a BCG e a menina do posto errou 3 vezes a aplicação, o que me deixou um pouco traumatizada. Dessa vez fugi, realmente não me senti preparada para vê-lo sofrer apesar de saber que é pra sua proteção.

Aos dois meses as vacinas são:

Hepatite B (segunda dose)

É a vacina que protege contra a hepatite B, uma forma de infecção viral que pode ser adquirida em qualquer momento da vida. Ela é produzida de uma “parte” do vírus que causa a doença. É muito segura e eficaz. Devem ser administradas três doses para garantir proteção adequada.

 DTP (difteria, tétano e coqueluche, primeira dose)

Protege contra difteria (crupe), tétano e coqueluche (tosse comprida). É uma combinação de duas toxinas inativadas (tétano e difteria) e de produtos da bactéria causadora da coqueluche. A tríplice comum (contém a bactéria inteira da coqueluche) associa-se com diversos efeitos adversos após a aplicação, como febre e dor; com sua forma acelular (contém alguns produtos purificados da bactéria da coqueluche), as reações são muito mais leves. Deve ser aplicada em 3 doses e 2 reforços 

Hib (Haemophilus influenzae, primeira dose)

Protege contra a bactéria Haemophilus B, que é responsável por doenças graves como meningite, pneumonia e epiglotite (inflamação da glote, que leva à falta de ar). A vacina é composta de partes dessa bactéria e deve ser aplicada por via intramuscular. Devem ser administradas 3 doses e de 1 a 2 reforços. 

Pólio oral ou inativada (primeira dose)

Protege contra a paralisia infantil. Existem dois tipos de vacina: Sabin, ou trivalente oral, produzida com o vírus vivo atenuado, e Salk, ou injetável, produzida com o vírus inativado. Deve ser administrada em 3 doses e 2 reforços.
Rotavírus (primeira dose)
É uma vacina que protege contra o rotavírus, agente frequente de diarreia entre as crianças. É uma vacina com vírus atenuado e deve ser administrada por via oral em 2 doses.

Pneumocócica conjugada (primeira dose)
Protege contra o pneumococo, bactéria que causa meningite e pneumonia. A vacina conjugada é feita com 13 sorotipos de pneumococo. Deve ser administrada em 3 doses e 1 reforço.

Foram três furadas, a penta em uma perna e as outras duas na outra. Eu estava morrendo de medo dos efeitos colaterais da vacina, algumas amigas vacinaram seus filhos e relataram muita febre e dor, não queria ver meu bichinho sofrendo.
Eu não dei a rotavírus, após pesquisar muito sobre ação, efeitos colaterais e proteção, decidimos  (eu e meu marido) que não valeria a pena dar. 
Logo após a aplicação ele parou de chorar, veio pra casa quietinho no bebê conforto, dormiu o caminho todo. Em casa continuou rindo e interagindo normal por umas duas horas, pegou no sono e acordou super sensível. Bonzinho mas sentindo dorzinha na perna, choroso... Na vacina eles recebem uma quantidade enorme de vírus inativado, ou seja, o corpo entra numa batalha com a produção de anticorpos para combater  e deixar o corpo imune. É muito difícil que o bebê não fique nem molinho...
O deixei no meu colo a noite protegendo a sua perninha para não mexer, ele dormiu, acordava, choramingava e dormia. O coloquei na cama, ele dormiu a noite inteira, mas vez o outra choramingava assim... Muita peninha do mu bebê, mais ainda bem que não houve febre e ele conseguiu descansar.
Na manhã do dia seguinte ainda demonstrava certo incômodo que logo foi passando e a tarde ele estava 100%!

Agora é preparar o coração pra fazer tudo d novo aos 4 meses!


Nathalie

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fases de crescimento - Pico de Desenvolvimento

O desenvolvimento e o crescimento do bebê no primeiro ano e além podem provocar alterações no seu sono. Veja como saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação podem interferir no sono.
O primeiro ano da criança é uma fase de mudanças extraordinárias para toda a família. Esse período é excitante e desafiador, quando bebês aprendem a comunicar suas necessidades e pais aprendem como atendê-las.
Você pode pensar que o desenvolvimento do seu bebê (como aprender a rolar, engatinhar e andar) e seu crescimento não tem nada a ver com o sono, mas a verdade é que caminham juntos! Abaixo uma descrição dos fenômenos chamados saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação.
Percebemos que tem dois dias que Bê está passando pelo pico das 12 semanas. Não larga o peito, mama com uma frequência muito maior que de costume, o sono desregulou, ontem ele dormiu quase cinco  horas seguidas durante o dia e ele já demonstra novas habilidades. 
É mais fácil lidar com esses picos quando entendemos como funciona, vamos lá:

Saltos de desenvolvimento
Saltos de desenvolvimento são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.
Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.
No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.
Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.
A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência. (1-2).
Essas aquisições ocorrem em vários aspectos: desenvolvimento motor (aprender a usar grupos de músculos para sentar, andar, correr, ter equilíbrio corporal, mudar de posições e outros), desenvolvimento do controle motor fino (usar as mãos para comer, desenhar, se vestir, tocar um instrumento, escrever, e tantas outras coisas), linguagem (desenvolvimento da fala, uso de linguagem corporal e gestos, comunicação e entendimento do que outros dizem), desenvolvimento cognitivo [nos dois primeiros anos de acordo com Piaget ocorre o desenvolvimento sensório-motor, que inclui habilidades de pensamento como aprendizado, entendimentos, resolução de problemas, raciocínio e memória (3)] e desenvolvimento social(interagir e se relacionar com familiares, amigos e professores, mostrar cooperação e empatia).
Certa variação entre crianças é esperada, mas uma cronologia observada experimentalmente dos períodos de saltos de desenvolvimento é a seguinte:
5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.
8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).
12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.
19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.
Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.
26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.
30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.
37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala "mamá" e"papá" sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.
46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala "mamá" e "papá" para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o "não" e instruções simples.
55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar - um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que "mama" e "papa". Rabisca com giz.
64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.
75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.
Picos de crescimento

Picos de crescimento são fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos os bebês começam a solicitar mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais acelerado. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite.
É muito importante respeitar a demanda aumentada de mamadas, pois somente com a livre demanda é que a produção de leite materno se ajusta perfeitamente às necessidades do bebê.
Nesses períodos a mãe pode interpretar incorretamente a maior demanda de mamadas do bebê - ela pode achar que seu leite não está sendo suficiente, ou que está ‘fraco’ e pensar que a solução para a situação é oferecer complemento de leite artificial. Porém, é um erro oferecer mamadeiras com leite artificial nesses períodos, pois isso prejudica o equilíbrio perfeito da natureza de produzir o leite conforme a demanda de mamadas. Em outras palavras, ao dar leite artificial perde-se um estímulo poderoso no peito, o organismo assim entende que não precisa daquela mamada, e passa a produzir menos e não mais como é necessário!
Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuando acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.
Dra. Jeny Thomas, médica e consultora de amamentação, afiliada a Associação Americana de Pediatria e a Academia de Medicina da Amamentação reflete sobre acreditar na capacidade de amamentar o bebê:
"A maioria das mulheres não acredita que seu corpo que gerou esse lindo bebê seja capaz de amamentar o mesmo bebê. As pesquisas mostram que uso de complemento e desmame precoces estão aumentando. Por que não acreditamos no nosso corpo no pós-parto? Não sei. Mas ouço todos os dias que a mãe está complementando porque "meu leite não o satisfaz, não é suficiente." Claro que é. Bebês precisam mamar o tempo todo- e precisam estar contigo o tempo todo. Essa é sua satisfação máxima.
Um bebê mamando no peito de sua mãe está obtendo componentes para desenvolvimento de seu sistema imune, ativando seu timo, se aquecendo, se sentindo quentinho e confortável, seguro de predadores, tendo padrões de sono normais e ativando seu cérebro (ah, e inclusive) adquirindo alimento para esses processos. Eles não estão somente "famintos" – eles estão obedecendo seus instintos de sobrevivência." (4)
Ansiedade de separação
A partir de 6 a 8 meses, em média, o bebê começar a perceber que é um indivíduo separado da mãe. Essa descoberta lhe traz angústia e pânico, então ele tende a solicitar muita atenção da mãe e pode chorar mais que o usual. Essa fase se completa num longo processo que continua a se manifestar de uma forma ou outra até os dois a três anos, ou até os cinco anos, de acordo com outros especialistas.
É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. O bebê não está “chatinho”, “grudento” nem “manhoso”. Como a mãe é o seu mundo e representa sua segurança, e como a noção de permanência (ou seja, tudo que está longe do campo de visão) não está completamente estabelecida, essa angústia é muito acentuada. A maioria das conexões nervosas no cérebro são feitas na infância e a maneira com que lidamos com as emoções do bebê tem um efeito profundo em como essas conexões se refletirão na capacidade do bebê lidar com suas próprias emoções quando for adulto. Em outras palavras, experiências na primeira infância e interação com o ambiente são as partes mais críticas no desenvolvimento do cérebro da criança. (5)
O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior, está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução humana era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe. Se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver.
Então, quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho, e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, infelizmente, é isso o que fazem muitos pais, por não conseguirem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.
O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema de angústia de separação.
É importante entender que o período "crítico" de desenvolvimento emocional e social ocorre nos primeiros 18 meses da criança. A parte do cérebro que regula as emoções, a amídala, é formada cedo de acordo com as experiências que o cérebro recebe. O desenvolvimento de um vínculo emocional, empatia e confiança, e todos os aspectos da inteligência emocional fornecem o fundamento para desenvolvimento de outros aspectos emocionais conforme a criança cresce. Então, nutrir emocionalmente e responsivamente o bebê é importante para que a criança aprenda empatia, felicidade, otimismo e resiliência na vida.
O desenvolvimento social, que envolve auto-consciência e capacidade da criança de interagir com outros, também ocorre em etapas. Por exemplo, compartilhar brinquedos é algo que um cérebro de uma criança de 2 anos não está completamente desenvolvido para fazer bem! Então não se zangue com seu filho menor de 2 anos que não quer dividir os brinquedos. Esta capacidade social é mais comum e positiva em crianças maiores de 3 anos.(6)
Então, se se a mãe tiver que se afastar do filho pequeno para trabalhar ou por outro motivo, muito carinho, conversa, paciência e coerência nas atitudes são necessários para que ele continue tendo confiança nela e supere esse período de crise. É também muito importante certificar-se que o bebê criou um vínculo afetivo com o outro cuidador. (7)
Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo Hipotálamo-Hipófise- Adrenal do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta é muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. (8)
Algumas pessoas justificam sua decisão de deixar o bebê desconsolado como uma forma de “inoculação de estresse”, o que significa apresentar ao bebê situações moderadamente estressantes para que aprenda a lidar com a tensão. Aqueles que afirmam que os bebês que choram por um prolongado período de tempo só sofre um estresse moderado estão enganando a si mesmos, pois livrar-se do bebê ou não consolá-lo (durante o dia ou a noite, quando choram ou pedem mais mamadas ou colo do que o usual) pode resultar em efeitos adversos permanentes no cérebro da criança. Ela pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro, podendo resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. (9).
Algumas idéias práticas para reduzir a Angústia de Separação no seu bebê estão no artigo prévio sobre retorno ao trabalho e sono do bebê (link: http://guiadobebe.uol.com.br/retorno-ao-trabalho-e-o-sono-do-bebe-como-fica/), como praticar separações rápidas e diárias, evitar a transferência de colo para colo e entender a ansiedade de separação como um sinal positivo.
Além disso, nessa fase, procure passar todo tempo possível com seu bebê, principalmente se trabalha fora. Separe os momentos logo após o reencontro do dia de trabalho para ter dedicação exclusiva a ele. Sente confortavelmente, faça contato olho no olho, amamente, interaja com seu bebê. Você pode estar cansada e estressada depois da longa jornada de trabalho, mas se conseguir um pouco de energia para receber seu bebê com alegria, você também se sentirá melhor após alguns minutos de uma reconexão significativa. Somente depois pense no jantar, no banho e outros afazeres. Considere promover proximidade na hora de dormir se suspeita que o bebê tem acordado mais a noite por estar passando por um pico de ansiedade de separação.
Outras mudanças
Alguns acontecimentos, como o nascimento de um irmãozinho/a, introdução de alimentos novos (veja dicas de alimentação que promove o sono no artigo -link: http://guiadobebe.uol.com.br/comer-bem-para-dormir-bem/), o retorno da mãe ao trabalho e entrada em creche (veja o artigo prévio sobre esse tema - link: http://guiadobebe.uol.com.br/retorno-ao-trabalho-e-o-sono-do-bebe-como-fica/), viagens, doenças, separação dos pais, atritos com coleguinhas, ausência de um ente querido e outros podem interferir no sono da criança. Tenha muita paciência e ofereça-lhe sempre segurança, assim, gradualmente, a rotina pode ser restabelecida.
Resumindo
Saltos de desenvolvimento e picos de crescimento são eventos diferentes e sua cronologia não se sobrepõe perfeitamente, embora possam ocorrer concomitantemente.
Picos de crescimento tem a ver com alimentação (o bebê quer comer mais, inclusive a noite!) e os saltos tem a ver com desenvolvimento (o bebê pode querer comer e dormir menos).
A angústia de separação é uma fase muito crítica, talvez a mais crítica no desenvolvimento do ser humano. A partir do momento que bebês tomam ciência do mundo ao seu redor eles começam a formar relações importantes com as pessoas em suas vidas, aprendem rapidamente que certas pessoas são vitais para sua felicidade e sobrevivência, e sofrem angústias quando essas pessoas aparecerem e desaparecerem. Isso tem influência direto no seu sono, principalmente se a mãe retorna ao trabalho ou promove um desmame (ou outro tipo de separação) quando o bebê está passando pela ansiedade de separação.
Todos os fenômenos são importantes e podem alterar o sono do bebê. Mas é confortante saber que carinho, apoio, amor, colo, empatia e amamentação em livre demanda, independente da fase que se encontra, é o que o bebê precisa.
UM PLÁ SOBRE PICOS DE CRESCIMENTO
Afinal, o que significa "Growth Spurt"?
Poderíamos traduzir (não literalmente) como PICO DE CRESCIMENTO.
Bebê mamando
É um fenômeno que ocorre nos bebês e, no qual, estes solicitam mais mamadas do que de costume. Estas necessidades geralmente duram de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas.
A mãe costuma sentir como se não desse conta de produzir leite em quantidade suficiente para o Bebê.
Períodos comuns destes "picos de crescimento" ocorrem por volta dos:
7 - 10 dias;
2 - 3 semanas;
4 - 6 semanas;
3 meses;
4 meses;
6 meses;
9 meses (em torno)
Os picos de crescimento não param no primeiro ano. Podem ocorrer no decorrer do crescimento da criança, incluindo, por exemplo, a adolescência.
Quanto mais o bebê mamar = mais leite produzirá no seio.
Estimule ambos os lados, esvaziando um lado para que depois passe pro outro seio.
Confie em sua produção. Seios murchos não significam menos leite.
Boa parte do leite é produzido na hora da mamada.
É normal, durante o pico de crescimento, que o bebê mame HORAS seguidas.
UM PLÁ SOBRE SALTO DE DESENVOLVIMENTO
Bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, e sim irregular.
Bebê pedindo colo
No período que imediatamente antecede um salto de desenvolvimento o bebê repentinamente pode se sentir disperso à mudanças nos sistemas perceptivo e cognitivo que não foram adaptadas ainda no organismo.
Então na tentativa de readaptação, o bebê volta à base, ou seja, à mãe, o que reflete-se em períodos de maior carência afetiva, pedem mais colo, e com frequência afetam o sono e apetite.
Depois de algumas semanas essa fase difícil é superada, e o bebê demonstra ter habilidades novas.
Uma Cronologia aproximada dos períodos de crise é:
- 5 semanas / 1 mês
- 8 semanas / quase 2 meses
- 12 semanas / quase 3 meses
- 19 semanas / 4 meses e meio
- 26 semanas / 6 meses
- 30 semanas / 7 meses
- 37 semanas / 8 meses e meio
- 46 semanas / quase 11 meses
- 55 semanas / quase 13 meses
- 64 semanas / quase 15 meses
- 75 semanas / 17 meses
Nesse período, é esperado que o bebê:
- Procure ficar mais perto da MÃE, ou seja sua base de tudo, pois é o que ele conhece melhor;
- Fique mais carente, precisando de colo, segurança e orientação maternal de perto;
- Coma mal e durma pior;
- Pode pedir para mamar com mais frequência;
- Comece a fazer coisas que não fazia antes da crise tal como rir, sentar, engatinhar, interagir...
- Demonstre felicidade com o final da crise e superação do desenvolvimento adquirido.
Essa fase difícil passa, e tudo volta a normalidade, na mesma naturalidade que iniciou.
Então, durante as crises, é só ter um pouco de paciência, carinho, cumplicidade... que logo logo passa...


Nathalie

terça-feira, 4 de junho de 2013

Slingando por aí...

Como costumo dizer as minhas amigas mães e futuras mães, o sling foi umas das peças mais importantes do meu enxoval. E só me dei conta disso agora! 
Com ele consigo suprir as necessidades de Bê e ter meus braços livres para outras atividades. Já fui em shopping, fiz mercado, fui ao banco, com meu bebê calmo, protegido, com acesso ao meu peito e na maioria do tempo dormindo tranquilamente. Tenho dois wrap slings, pelas amarrações e jeito protegido que ele fica, por enquanto é o meu favorito, pois deixa ele bem preso a mim e não sobrecarrega as minhas costas. 
Já estou tão acostumada a usar que nem me sinto tímida com tantos olhares que atraio na rua. Todo mundo comenta, a maioria acha o máximo, e eu acho também! 
Tenho a oportunidade de apresentar o mundo ao meu filho sob a minha ótica, ele estando super seguro e protegido...
Com bebês novinhos então, parece mágica! Para aqueles dias de cólica, choro interminável, noites sem dormir, experimenta o sling, ele tem o poder de suprir a maior parte da carência do bebê. O bebê volta a posição em que estava na barriga, sente o cheiro e a proteção da mãe e tem acesso a alimentação e sono na hora em que necessitar entre outros benefícios... é ou não irresistível?

Fiz uma breve pesquisa pra dividir aqui sobre os melhores carregadores que existem!


Benefícios de Slingar - Carregar seu Bebê num Baby Sling 
Fonte: (www.slingando.com)

É a maneira mas fácil e natural de integra-lo a sua vida diária.
Não só é prático, como também reafirma a sua capacidade de prover o ambiente mais benéfico possível para ele.
Benefícios para seu bebê

Os Bebês que são carregados…
- Choram menos! (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia) *1
- São mais saudáveis! (ganham peso mais rápido, tem melhor habilidade motora, coordenação, maior tonificação muscular e senso de equilíbrio) *2
- Tem uma melhor visão do mundo! (bebês em carrinhos vem o mundo a altura dos joelhos de um adulto)
- Da mais segurança . O bebê tem acesso a comida, calor e amor.
- Ganham independência mais rapidamente! *3
- Dormem melhor! (mais rapidamente e por períodos mais longos) *3
- Aprendem mais! (não são super-estimulados, mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor) *3
- São Mais felizes! (se sentem mais amados e seguros) *4

Benefícios para você
Carregar seu bebê…
- Melhora a comunicação entre os dois, já que você se sintoniza com os gestos e expressões dele.
- Cria pais mais auto-confiantes. Não há nada melhor que ter um bebê calmo e contente graças a que você sabe atender suas necessidades.
- É conveniente . Não há incomodidades nem complicações como ter que carregar um bebê-conforto num braço e o bebê no outro.
- Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, etc.
- É saudável para você. Permite você sair para caminhar e respirar ar puro!
- Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar.
- Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro.
- Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido.
- Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro,  brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade.
- É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.


Alguns momentos de mamãe canguru com Bê:


Mamando:


Em uma festinha de aniversário:



O colo do papai também é poderoso com o sling:




Vale a pena demais comprar um! 


Nathalie